Senado australiano determina retorno imediato de soldados

O Parlamento australiano dividiu-se em relação à participação de soldados do país na coalizão militar liderada pelos EUA contra o Iraque. Após dois dias de debates intensos sobre a guerra, a Câmara apoiou a participação do país na guerra, enquanto o Senado votou uma resolução que pede a volta das tropas australianas imediatamente. No Senado, os trabalhistas, democratas, os verdes e forças independentes ligadas a Brian Harradine e Meg Lees uniram suas forças para defender uma moção que afirma que o Iraque foi invadido sem autorização do Conselho de Segurança da ONU. A moção pede a volta imediata dos 2 mil homens das forças australianas que estão imobilizados na coalizão liderada pelos EUA. Na Câmara, os parlamentares votaram, por 80 votos a favor e 63 contra, uma moção do primeiro-ministro John Howard que condena a recusa do Iraque de entregar suas armas de destruição em massa. O premier defendeu, em depoimento na Câmara, que a saída de Saddam Hussein do governo do Iraque seria benéfica para a população iraquiana. Howard confirmou que os soldados australianos iniciaram o combate e as atividades de apoio ao combate liderado pelos EUA O premier disse que acredita que o Iraque tem armas biológicas e químicas de destruição em massa e, por esse motivo, defende o desarmamento do país. Segundo o primeiro ministro, a aliança de 50 anos entre os australianos e os EUA é uma outra razão importante que justifica a participação do país na coalizão liderada por Washington. "Os norte-americanos nos ajudaram no passado e os EUA são muito importantes para a segurança do país no longo prazo", afirmou.Veja o especial :

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.