Senado autoriza Pastrana a sair da Colômbia

O Senado colombiano autorizou o presidente Andrés Pastrana a viajar para fora do país assim que entregar o poder a seu sucessor, Alvaro Uribe, que toma posse hoje. Durante debate que se prolongou até a noite de ontem, 61 senadores votaram a favor de conceder permissão a Pastrana para viajar para o exterior, 12 votaram contra e 29 se abstiveram. O senador independente Jaime Dussán, ao não conseguir a proibição, anunciou que processará Pastrana perante a Corte Suprema de Justiça e a Câmara de Representantes por "traição à pátria". Como outros legisladores, Dassán alega que o mandatário deixou o país mergulhado em uma onda de violência terrorista e com a economia em crise. "É notório que o presidente Pastrana deixou um processo de paz rompido e uma economia morta", disse o senador liberal, Luis Guillermo Vélez, hoje à rádio RCN. No entanto, a defesa apresentada por senadores do Partido Conservador e por alguns independentes conseguiu evitar que Pastrana fosse obrigado a permanecer na Colômbia. O senador independente Carlos Gaviria afirmou que Pastrana tem o direito de viajar como todos os ex-presidentes, já que não está sendo processado judicialmente, apenas é objeto de críticas. Segundo a primeira-dama, Nohra Puyana de Pastrana, é provável que a família siga para a Espanha. Apesar da baixa popularidade (20%), ao dirigir a última mensagem presidencial, na noite de ontem, Pastrana assegurou que deixa a seu sucessor "um país melhor e com muito mais possibilidades" do que o que recebeu há quatro anos. Atualmente, o desemprego se aproxima de 16% na Colômbia e a violência guerrilheira se intensificou após a ruptura do processo de paz com a Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em fevereiro passado.

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