Senado boliviano ratifica pacto militar com a Venezuela

O Senado boliviano ratificou nesta quarta-feira um acordo militar com a Venezuela e aprovou contratos de nacionalização de companhias de exploração de petróleo estrangeiras no País. A votação começou na noite de terça-feira e só terminou na manhã desta quarta. As discussões da sessão começaram com a reforma agrária, proposta pelo presidente boliviano Evo Morales, e passaram então para o acordo militar assinado em maio deste ano entre Morales e o colega venezuelano, Hugo Chávez. Aprovado, o tratado de cooperação militar entre Bolívia e Venezuela cria laços próximos entre as Forças Armadas dos dois países e explicita a aceitação da Bolívia de ajuda, por parte da Venezuela, para a construção de uma base militar na cidade de Riberalta, localizada no norte do País e próximo à divisa com o Brasil. Os senadores aprovaram ainda um acordo que compreende a ajuda financeira da Venezuela de US$ 100 milhões (?76.01 milhões) para exploração de petróleo no País. Também neste sentido, na noite de terça-feira, o Senado ratificou todos os contratos com companhias internacionais de acordo com os termos do nacionalização, anunciado em 1º de maio por Morales na indústria petrolífera boliviana. Os acordos, assinados entre o governo e as companhias em outubro, concedem ao governo de Morales a maior parte dos rendimentos de companhias petrolíferas que atuam no Bolívia, entre elas a brasileira Petrobras, a espanhol-argentina Repsol YPF, e uma companhia francesa e britânica de gás. A Bolívia possuí as maiores reservas de gás da América do Sul, seguida da Venezuela. O partido conservador Podemos, que tenta bloquear a plataforma de leis do governo Morales, possui 13 das 27 cadeiras do Senado, enquanto que o Movimento ao Socialismo (MAS), partido de Morales, possui 12 cadeiras.

Agencia Estado,

29 Novembro 2006 | 19h07

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