Senado da França aprova em definitivo reforma previdenciária

Projeto amplia idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos e foi motivo de protestos

AE-AP, Agência Estado

26 de outubro de 2010 | 13h51

PARIS - O Senado da França aprovou nesta terça-feira, 26, o projeto para elevar a idade mínima para a aposentadoria no país, de 60 para 62 anos. A Câmara Alta aprovou o texto definitivo do projeto por 177 votos a 151, enviando-o para a Assembleia Nacional, onde a previsão é que o texto seja aprovado na quarta.

 

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A ministra da Fazenda da França, Christine Lagarde, disse que as greves contra a reforma previdenciária estão em um ponto de inflexão. Os lixeiros voltaram ao trabalho no sul do país e alguns trabalhadores do setor de petróleo abandonaram os piquetes.

 

Cinco das 12 refinarias da França voltaram a operar nesta terça-feira. O país passou um período de escassez de combustíveis por conta das greves dos traalhadores. "Nós temos agora cinco refinarias que decidiram retomar o trabalho", disse à imprensa o ministro do Interior, Brice Hortefeux, após um encontro com outros ministros. "Isso significa que o retorno ao normal é gradual, mas constante," acrescentou.

 

No auge das paralisações, na semana passada, o governo ordenou que a polícia rompesse as barreiras dos manifestantes em depósitos de combustível, além de buscar decisões legais para forçar parte do pessoal em greve a voltar ao trabalho. "Se nós tivermos que realizar novas requisições (judiciais), não iremos hesitar nisso", garantiu Hortefeux.

 

Os serviços de trens, ônibus e coleta també mforam prejudicados com as paralisações. Os estudantes também aderiram aos protestos e entraram em conflito com as forças de segurança diversas vezes.

 

Os sindicatos negociam com o governo, mas novas manifestações estão marcadas ao longo da semana. Os trabalhadores dizem agora que vão protestar "de modo diferente".

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