Remo Casilli/Reuters
Remo Casilli/Reuters

Senado da Itália suspende atividades após casos de covid-19 

Dois senadores do Movimento 5 Estrelas testarem positivo; toda a bancada do partido passará por exames 

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2020 | 19h30

ROMA - Todos os trabalhos e reuniões no Senado italiano foram suspensos nesta quarta-feira, 30, até uma data não definida para desinfetar o local depois que dois senadores do Movimento 5 Estrelas (M5S) comunicaram ter testado positivo para o novo coronavírus.

Os políticos contaminados são o siciliano Francesco Mollame e Marco Croatiati, da região de Emilia Romagna, que estão isolados em casa. Testes começaram a ser feitos nos outros parlamentares do M5S. 

Todas as reuniões do comitê do partido foram canceladas e as instalações estão sendo descontaminadas. Todos os membros da comissão parlamentar da Indústria também serão submetidos a testes, já que na semana passada Croatiati participou de uma reunião do grupo.

Até agora não haviam sido realizadas sessões no plenário, apenas reuniões de comissões, mas na segunda-feira está prevista a votação do decreto de lei com medidas para reduzir a crise do coronavírus. 

Mollame disse que está com “febre alta e dificuldade para respirar” e explicou que não participou nem da última assembleia do M5S, por videoconferência, pois estava com febre.

Com relação à possibilidade de ampliação do estado de emergência, decretado até o dia 15, o vice-ministro de Saúde, Pierpaolo Sileri, disse não acreditar que será necessário. “É óbvio que se de repente tivermos quatro vezes mais infecções até a data voltemos a falar sobre isso. Mas agora eu acredito que ficará assim”, disse ao programa Agorà da rede pública Rai 3.

Administradores locais emitiram novas diretrizes diante do aumento de casos, como o prefeito de Spoleto, Umberto de Augustinis, que fechou parques para evitar concentrações, principalmente de crianças. 

A Itália tem 314.861 casos confirmados e 35.894 mortos. Hoje, registrou 1.851 novos casos em 24 horas – cerca de 200 a mais que no dia anterior – e 19 mortes. No momento, 51.263 casos estão ativos no país. Entre essas pessoas, 47.836 estão isoladas em casa, enquanto 3.047 estão internadas e 280 se encontram em UTIs.

A região que mais reportou casos nas últimas 24 horas é Campana, com 287, seguida por Lazio (que tem Roma como capital), com 210. A Lombardia, região mais afetada pela pandemia, comunicou 201 novos casos. As que menos reportaram contágios foram Vale de Aosta e Molise, com seis cada.

Espanha

O governo central espanhol e os regionais aprovaram novas medidas de restrições diante do avanço da pandemia que já soma 769.188 contagiados e 31.791 mortos na Espanha. As novas restrições, que serão publicadas nos próximos dias, afetarão todos os municípios espanhóis que apresentarem mais de 500 casos de coronavírus a cada 100 mil habitantes, com uma positividade dos PCR superiores a 10% e uma ocupação das UTIs acima de 35%. 

Esses três critérios foram estabelecidos pelo Ministério da Saúde para aplicar as novas limitações, nas quais serão incluídas, além de Madri, outras dez cidades espanholas que terão restringidos a 50% seus serviços de restaurantes e hotelaria, parques fechados e reuniões sociais limitadas a seis pessoas, entre várias disposições.

Madri continua sendo a região espanhola com maior número de contágios, com 4.810 casos – 1.586 diagnosticados nas últimas 24 horas. Esses números representam 43,7% dos novos casos notificados hoje na Espanha, 3.897 em 24 horas, segundo dados do Ministério de Saúde. Os dados divulgados hoje indicam que nos últimos 14 dias foram diagnosticados na Espanha 133.604 novos casos – a incidência acumulada é de 284,11 por 100 mil habitantes em todo o país./ EFE e AFP

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