Senado debate estatização de gráfica argentina

O Senado argentino começa hoje a debater o projeto de lei da presidente Cristina Kirchner que expropria a Companhia Sul-Americana de Valores, antiga gráfica Ciccone, que imprime as notas de pesos argentinos. A empresa é o pivô do escândalo de corrupção protagonizado pelo vice-presidente Amado Boudou, suspeito de tráfico de influência por ter favorecido amigos na compra da gráfica.

ARIEL PALACIOS, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2012 | 07h40

O escândalo, que ocupa as páginas dos jornais argentinos há seis meses, trouxe à tona um suposto enriquecimento ilícito de Boudou, além de lavagem de dinheiro e negociações incompatíveis com a figura de funcionário público.

Ontem, o ministro da Economia, Hernán Lorenzino, declarou que a expropriação pretende "assegurar a continuidade" das atividades da empresa e garantir a "soberania do Estado argentino na produção de moeda". Lorenzino foi designado interventor da empresa. A presidente da Casa da Moeda, Katya Daura, amiga de Boudou, será a vice-interventora da companhia expropriada.

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