Senado dos EUA aprova dobrar recompensa por Bin Laden

Valor para informações sobre o paradeiro do líder da Al-Qaeda chega a US$ 50 mi

Efe

13 Julho 2007 | 20h26

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira, 13, uma lei que dobra para US$ 50 milhões a recompensa pela captura do líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden.Na votação, 87 senadores foram a favor da medida, que aumenta a quantia oferecida pelo Departamento de Estado por Bin Laden dentro do programa de "Recompensas por justiça". Só um votou contra.Até agora, a recompensa pela captura de Bin Laden era de US$ 25 milhões.A iniciativa aprovada nesta sexta-feira também exige que os secretários de Defesa e de Estado e o diretor de Inteligência Nacional apresentem relatórios periódicos a cada 90 dias sobre os esforços para capturar os subordinados diretos de Bin Laden na Al-Qaeda.A proposta, intitulada "Lei para levar Bin Laden à Justiça", foi apresentada pelos senadores Byron Dorgan e Kent Konrad, ambos democratas de Dakota do Norte, que exigem que o governo dirija a atenção à luta contra Al-Qaeda em lugar da guerra no Iraque.Nos últimos dias foi divulgada uma série de informações que sugerem um fortalecimento da Al-Qaeda.Um novo relatório dos serviços secretos, citado pela mídia americana, afirma que a rede recuperou boa parte da força que tinha antes dos atentados de 11 de setembro de 2001 e estabeleceu um refúgio nas áreas tribais do oeste do Paquistão, onde treina militantes e planeja ataques nos EUA.O documento de cinco páginas, compilado pelo Centro Nacional Antiterrorista, se intitula "Al-Qaeda está em melhor posição para atacar o Ocidente".A porta-voz da Casa Branca Dana Perino disse nesta sexta-feira que o presidente George W. Bush receberá nas próximas semanas o relatório de inteligência sobre ameaças terroristas.Na quinta-feira, em entrevista coletiva, Bush negou que a rede Al-Qaeda esteja tão forte como em setembro de 2001."Há uma percepção na mídia de que a Al-Qaeda pode estar tão forte como antes dos atentados de 11 de Setembro. Isso simplesmente não é verdade", afirmou.Na terça, o secretário de Segurança Nacional, Michael Chertoff, disse ter "a sensação visceral" de que há um maior risco de atentado.

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