Senado dos EUA aprova novo diretor da CIA

Após acalorado debate, o Senado dos Estados Unidos aprovou, por 77 votos a 17, a indicação do milionário republicano Porter Goss, de 65 anos, ex-espião e amigo pessoal do presidente George W. Bush, para dirigir a CIA. Senadores democratas fizeram sérias restrições a Goss, criticando seus "vínculos inequívocos com o Partido Republicano". Deputado durante anos, Goss destacou-se como chefe da Comissão dos Serviços de Espionagem da Câmara. Mas é criticado pelos adversários por ser detentor de uma personalidade forjada na cultura interna da CIA - aprendeu a arrombar portas, lidar com explosivos, instalar microfones para escuta clandestina. Quarenta e cinco anos depois, ele alcança o mais alto posto do poderoso serviço secreto americano. Ele substitui a George Tenet, que se demitiu em junho, na esteira das críticas ao fracasso da CIA, que não conseguiu evitar os atentados contra o World Trade Center e o Pentágono. Em razão de uma sucessão de erros em relação àqueles atentados, as 15 agências secretas dos EUA enfrentam ampla reforma que atinge, em maior escala, a CIA. Entre outras medidas, Goss terá de romper com as velhas estruturas dos serviços de espionagem e informações, incentivar o pensamento independente e as capacidades analíticas no interior da CIA e, sobretudo, melhorar a colaboração com os demais serviços secretos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.