REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Senado dos EUA aprova aumento de sanções impostas a funcionários do governo venezuelano

Senadores decidiram ampliar a lei proposta em 2014 pelo republicano Marco Rubio e pela democrata Robert Menéndez, que congela ativos em território americano e vistos de alguns membros do gabinete de Nicolás Maduro

O Estado de S. Paulo

29 Abril 2016 | 09h06

WASHINGTON - O Senado dos EUA aprovou na quinta-feira, de forma unânime, um projeto de lei para estender as sanções impostas a determinados funcionários do governo da Venezuela até 2019, punições já vigentes que, caso contrário, expirariam no fim deste ano.

Os senadores decidiram ampliar a lei proposta em 2014 pelo republicano Marco Rubio e pelo democrata Robert Menéndez, que congela ativos em território americano e os vistos de alguns membros do gabinete do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

A aprovação da lei também abre caminho para a confirmação da secretária-adjunta para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, Roberta Jacobson, já que Rubio havia bloqueado a indicação nos últimos meses, condicionando a suspensão da objeção à aprovação do aumento das sanções.

Rubio e Menéndez propuseram a lei para punir certos membros do gabinete de Maduro, projeto que foi aprovado pelo Congresso no final de 2014, após meses de polêmicas com o governo de Barack Obama.

O presidente americano, porém, ampliou em março de 2015 o alcance da própria lei, emitindo um decreto de "emergência nacional" diante da situação confusa da Venezuela e aumentando a lista de indivíduos sobre os quais pesam as sanções, medida que decidiu prorrogar por um ano em março.

No entanto, a vigência das sanções contempladas pela lei expirava no final deste ano. Por isso, Rubio utilizou o bloqueio à indicação de Roberta para conseguir uma extensão das punições até 2019.

Um assessor do senador indicou que há cinco meses a Casa Branca e os republicanos a favor da indicação de Roberta começaram a negociar com Rubio para que ele tirasse o bloqueio. /EFE

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