REUTERS/Kevin Lamarque
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Senado dos EUA aprova US$ 15 bi para vítimas do furacão Harvey 

A proposta, que representa quase o dobro da quantia aprovada pela Câmara dos Deputados, recebeu 80 votos a favor e 17 contra

O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2017 | 21h10

WASHINGTON - O Senado americano aprovou nesta quinta-feira, 7, um auxílio de US$ 15,25 bilhões para áreas afetadas pelo furacão Harvey e outros desastres naturais. A ajuda foi aprovada em um acordo entre o presidente Donald Trump e os democratas que envolve o financiamento do governo federal e o aumento do limite da dívida até 8 de dezembro. 

A proposta, que representa quase o dobro da quantia aprovada pela Câmara dos Deputados, recebeu 80 votos a favor e 17 contra. A lei retornará agora à Câmara, onde deverá ser ratificada antes de ser enviada a Trump para sanção.

Os congressistas querem que a votação na Câmara ocorra amanhã para que possa ser imediatamente assinada pelo presidente e os recursos comecem a ser distribuídos. O furacão Harvey, que atingiu o sul do Texas e a Louisiana, na semana passada, deixou mais de 60 mortos e 30 mil desabrigados.

O pacote de ajuda é resultado de um acordo de Trump com os líderes da oposição democrata na Câmara, Nancy Pelosi, e no Senado, Chuck Schumer. A decisão do presidente irritou membros do seu próprio partido, que pretendiam aprovar o endividamento federal para os próximos 18 meses. 

Hoje, o presidente voltou a apoiar um projeto democrata, desta vez para acabar com a necessidade de aumentos periódicos do teto da dívida pelo Congresso, novamente contrariando seus colegas republicanos, que sempre foram contra aumentar o teto da dívida sem cortes de gastos federais.

Segundo pessoas próximas ao presidente americano, a decisão de recorrer aos democratas vem da frustração da Casa Branca com a atuação dos líderes republicanos no Congresso. A relação de Trump com Paul Ryan, líder do partido na Câmara, e Mitch McConnell, no Senado, teria chegado ao ponto mais baixo. Muitos republicanos, no entanto, reclamaram que o acordo deu aos democratas um maior poder de barganha sobre outros projetos importantes da agenda de Trump, como imigração e reforma do sistema de saúde. / REUTERS e EFE 

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