Senado dos EUA busca acordo para evitar abismo fiscal

Os líderes do Senado dos Estados Unidos seguem buscando um acordo de última hora para evitar o abismo fiscal no País. O presidente Barack Obama, que ontem advertiu que a falha em alcançar um acordo poderia ameaçar a recuperação econômica da nação, aparecerá hoje na TV abordando novamente o assunto.

AE, Agência Estado

30 de dezembro de 2012 | 13h34

A NBC exibe hoje a entrevista gravada por Obama ao programa "Meet the Press". Segundo o site da rede, o principal tema da conversa com o jornalista David Gregory será o abismo fiscal. Obama falará sobre o andamento das negociações e se um acordo é mesmo possível.

Caso republicanos e democratas não cheguem a um consenso até o dia 31, um conjunto automático de corte de gastos públicos e aumento de impostos entrará em vigor na economia norte-americana a partir de 1 de janeiro. Economistas projetam que o golpe duplo resultaria em um salto no desemprego nos Estados Unidos, turbulência no mercado financeiro e volta à recessão.

Ontem, Obama criticou os parlamentares, em seu programa semanal de rádio e internet por esperar até o último minuto para tentar evitar o abismo fiscal, mas destacou que ainda há tempo para fechar um acordo. "Nós não podemos deixar disputas políticas de Washington ficarem no caminho do progresso da América", afirmou. Obama disse ainda que o país "não pode suportar uma ferida politicamente auto-infligida à nossa economia".

Na sexta-feira à tarde, o presidente havia realizado uma reunião de uma hora de duração com os líderes do Congresso, em um esforço para encontrar um caminho para evitar as medidas de austeridade automáticas. Na sequência da reunião na Casa Branca, assessores do líder republicano no Senado, Mitch McConnell, e do líder da maioria do Senado, Harry Reid, começaram a correr contra o relógio para atingir um consenso bipartidário. Os líderes podem apresentar a proposta aos senadores ainda neste domingo e seria possível votá-la ainda hoje ou na segunda-feira. Por conta da urgência, a negociação se deu por telefone, e-mail e papel em um Capitólio quase vazio, exceto para os turistas.

No discurso semanal dos republicanos, o senador Roy Blunt, do Missouri, citou uma prontidão para o consenso. "Quando o governo está dividido é um bom momento para resolver problemas difíceis, e, nos próximos dias, os líderes em Washington têm uma importante responsabilidade de trabalhar juntos e fazer exatamente isso", destacou. Mesmo assim, não há garantia de sucesso, e uma disputa sobre a elevação de impostos para americanos mais riscos surgiu como ponto de discórdia. As informações são da Associated Press.

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