AP/CIA
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Senado dos EUA confirma primeira mulher como diretora da CIA

Gina Haspel, de 61 anos, foi escolhida em meio a polêmica provocada por sua atuação na aplicação de métodos de tortura há uma década

O Estado de S.Paulo

17 Maio 2018 | 17h37

WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira, 17, a nomeação de Gina Haspel como nova diretora da Agência Central de Inteligência (CIA), apesar da polêmica provocada por sua atuação na aplicação de métodos de tortura há uma década.

Gina, de 61 anos, especialista em Rússia, se torna, assim, a primeira mulher a comandar a CIA. Ela ocupava interinamente o cargo desde que o diretor anterior, Mike Pompeo, assumiu como secretário de Estado. 

Na quarta-feira, ela ganhou o apoio da Comissão de Inteligência do Senado. A aprovação abriu caminho para que ela fosse confirmada pelo plenário como nova diretora da instituição. 

A candidata de Trump trabalhou durante 33 anos como agente secreta e só nas últimas semanas a CIA divulgou o destino de algumas de suas missões, em um esforço de transparência para limpar a imagem da agente e coletar o apoio de uma maioria de senadores para a sua confirmação.

O que mais preocupava os senadores era o papel que Haspel teve em 2002, quando se encarregou de supervisionar uma prisão secreta que a CIA tinha na Tailândia e onde foram interrogados duas pessoas acusadas de pertencer à Al-Qaeda: Abu Zubaydah e Abd al Rahim al Nashiri. / AFP e EFE 

 

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