Senado dos EUA derruba lei sobre cidadania a imigrante

Medida teria como objetivo oferecer residência legal para imigrantes sem documentos com menos de 30 anos, que tenham chegado aos EUA antes de completarem 16

AE, Agência Estado

18 de dezembro de 2010 | 15h41

WASHINGTON - O Senado norte-americano derrubou neste sábado, 18, um projeto de lei apoiado pela Casa Branca que ofereceria um caminho para a cidadania a imigrantes jovens sem documentos que foram para a faculdade ou se alistaram nos serviços militares. Foram 55 votos a favor e 41 contra a lei Desenvolvimento, Ajuda e Educação para a Educação de Minorias Estrangeiras (Dream, na sigla em inglês). Eram necessários, no mínimo, 60 votos favoráveis para sua aprovação.

Alguns democratas alinharam-se com a maior parte dos republicanos para derrubar a medida, acusada pelos oponentes de se tratar de anistia. Os defensores do projeto, considerado prioridade pelo líder da maioria no Senado, Herry Reid (democrata de Nevada), disseram que era errado punir pessoas levadas aos EUA por pais sem documentos e enfatizou que a lei incluía salvaguardas e grandes obstáculos para a cidadania.

A medida teria como objetivo oferecer residência legal para imigrantes sem documentos com menos de 30 anos, que tenham chegado aos EUA antes de completarem 16, que tenham vivido em solo norte-americano por cinco anos, não tenham cometido crimes graves, que tenham se formado no ensino médio e que tenham ido para a faculdade ou servido às Forças Armadas.

Gays. O Senado norte-americano aprovou, por 63 votos a favor e 33 contra, a revogação de uma norma que proíbe os homossexuais das Forças Armadas de revelarem sua orientação sexual. A proibição perdurou por 17 anos. A iniciativa de hoje deve ser levada à sanção do presidente do país, Barack Obama, até o fim do ano.

 

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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