Senado dos EUA deve votar pacto nuclear com a Rússia

O Senado dos Estados Unidos começou a debater no final da tarde de hoje o tratado de redução de armas nucleares com a Rússia, após os republicanos terem tentado atrasar o debate e a posterior votação com manobras no plenário. Na votação para colocar o tratado em debate, os democratas venceram com 66 votos a favor e 32 contrários, obtendo o apoio de nove republicanos. O tratado poderá ser votado na noite de hoje.

AE, Agência Estado

15 de dezembro de 2010 | 20h18

O republicanos ameaçaram mais cedo atrasar os esforços do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em ratificar o tratado de redução de armas nucleares com a Rússia, usando a estratégia de forçar a leitura do documento inteiro no plenário. O pacto com a Rússia é a prioridade da política externa de Obama e o mandatário quer aprová-lo antes de janeiro, quando os novos senadores eleitos tomam posse e a maioria democrata será reduzida no Senado.

Em um comunicado raivoso, a Casa Branca acusou os senadores republicanos de atingirem um "novo ponto baixo" no jogo político. "Esse é um novo ponto baixo no jogo político, que foi colocado à frente do interesse de segurança nacional. Esse é exatamente o tipo de jogo político do qual o povo americano já está enjoado", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs. Ele assinalou o senador Jim DeMint, um republicano da Carolina do Sul, por possíveis manobras e táticas para atrasar a votação.

O pacto reduz a 1.500 a quantidade de ogivas nucleares para cada país e estabelece um sistema de verificação de armamentos nucleares. Além disso, estabelece em 800 o número de veículos lançadores de armas nucleares para cada país, entre bombardeiros estratégicos, plataformas de mísseis e submarinos.

O tratado de redução de armas estratégicas (START, na sigla em inglês) tem 17 paginas, mas o protocolo que o acompanha tem 165 páginas e anexos, cuja leitura poderia ser bastante longa e complicada. Obama e o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, assinaram o acordo em abril, dando aos parlamentares meses para revisarem o acordo. As informações são da Associated Press.

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