Senado dos EUA não cortará fundos para guerra

O Senado dos Estados Unidos não cortará fundos para a guerra do Iraque, mas a maioria democrata quer que o presidente George W. Bush apresente um plano concreto para o fim do conflito, disse neste domingo, 8, um senador democrata. Carl Levin, senador do Michigan, que preside o Comitê das Forças Armadas, declarou no programa This Week (Essa Semana), na rede de TV ABC, que o Senado não dará importância, por enquanto, às reclamações de muitos eleitores democratas para que o Congresso termine a guerra cortando o financiamento. "Não vamos votar para cortar os fundos. Isso é assim e ponto", afirmou. O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, de Nevada, disse há alguns dias que não era a favor de uma suspensão de fundos para forçar o presidente Bush a iniciar a retirada das tropas norte-americanas do Iraque."Ainda que Reid tenha reconhecido que não votaremos a proposta, é uma posição pessoal, não é a posição da bancada. Não vamos cortar os fundos para nossas tropas", afirmou. "O que devemos fazer é seguir pressionando o presidente (Bush) para que ele pressione os governantes iraquianos para que cheguem a uma solução política", disse. "O presidente não está fazendo isso. Disse que faria em janeiro, mas não o fez."Bush ordenou em janeiro o envio de mais de 21 mil soldados como reforço para os 140 mil que já estavam no Iraque. O presidente americano se comprometeu com o governo do primeiro-ministro Nuri al Maliki a assegurar o controle de Bagdá pelo tempo que for necessário. Bush pediu ao Congresso mais de US$ 100 milhões para pagar as guerras do Iraque e Afeganistão este ano. O Senado e a Câmara de Representantes aprovaram suas versões para os fundos da guerra, mas os dois projetos exigem que Bush estabeleça um cronograma para a retirada das tropas, o que o presidente americano se nega a fazer. O senador republicano Jon Kyl, do Arizona, defende que a melhor forma para os EUA saírem do Iraque é ter "uma estratégia que estabilize o país para que o governo iraquiano possa garantir a segurança". Os problemas políticos não podem ser resolvidos em uma situação de instabilidade e violência", afirmou. O também republicano Arlen Specter, da Pensilvânia, acredita que o Senado não pode deixar sem fundos as tropas que estão em território de guerra. "Isso não pode ser feito. O Congresso não está em posição de cuidar de todos os detalhes da guerra. Não estou disposto neste momento a cortar fundos, mas minha paciência, como a de outros, está se esgotando", disse.

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