Senado dos EUA não renova lei de vigilância

O Senado dos EUA não conseguiu um acordo para evitar que a partir da meia-noite de ontem a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) suspendesse parte de seu sistema de vigilância. O objetivo da sessão extraordinária realizada ontem pelo Senado era evitar que as agências de espionagem do país deixassem de recolher informações de cidadãos americanos. Como a legislação não foi aprovada, algumas disposições da chamada Lei Patriota perdem a validade por alguns dias.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2015 | 02h05

A Lei Patriota foi sancionada pelo então presidente George W. Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001. Partes da legislação foram renovadas pelo presidente Barack Obama, que considera a medida crucial para conter o terrorismo e pressionou o Senado para que mantivesse os programas em operação.

No entanto, os libertários, ala ultraliberal do Partido Republicano liderada pelo senador Rand Paul, que é candidato à presidência, querem o fim do programa. Paul, que classifica o programa da NSA de "intromissão do governo nos direitos à privacidade", travou as discussões. Segundo especialistas, ele tem poderes para obstruir a votação por alguns dias. No entanto, muitos republicanos, mesmo os que são contra o sistema de vigilância, acreditam que até quarta-feira os senadores estarão prontos para votar novo texto. / AP e AFP

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