Senado dos EUA rejeita debate sobre gays nas Forças Armadas

Proposta, defendida pelo presidente Obama, ainda pode voltar a ser apresentada neste ano.

BBC Brasil, BBC

21 de setembro de 2010 | 18h45

O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta terça-feira uma tentativa de iniciar o debate sobre um projeto de lei que pode permitir que homossexuais sirvam nas Forças Armadas americanas revelando abertamente sua preferência sexual.

Atualmente, homossexuais são admitidos nas Forças Armadas, mas podem ser expulsos se revelarem abertamente sua opção sexual, numa política conhecida como Don't Ask, Don't Tell. O presidente Barack Obama havia prometido reverter essa situação.

Entretanto, com forte resistência da oposição republicana, a proposta de iniciar a deliberação sobre um projeto na área da Defesa - que incluia a mudança da política - acabou recebendo o apoio de 56 senadores,quatro a menos do que os necessários para aprovar a mudança. Outros 43 votaram contra.

Os críticos da lei dizem que a mudança poderia afetar o moral das tropas.

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Os democratas, que apoiam o governo, podem tentar novamente submeter o projeto ao debate no Senado ainda neste ano.

Grupos de defesa dos direitos dos gays dizem temer que, se os democratas perderem assentos no Congresso nas eleições de novembro, uma nova tentativa de aprovar a lei ficará ainda mais difícil.

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, Mike Mullen, se disseram favoráveis à mudanças, mas desde que elas acontecessem lentamente para não afetar o moral das tropas.

Gates pediu para que o Congresso não aprovasse a lei antes que o Pentágono conclua um estudo sobre os efeitos da mudança sobre os militares.

Obama prometeu que nenhuma mudança seria implementada até que o estudo seja divulgado, em 1º de dezembro.

Uma recente pesquisa Gallup indica que a maioria dos americanos aceitaria militares abertamente gays servindo o país.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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