Senado japonês rejeita operações de apoio aos EUA no Índico

Câmara Baixa deve votar nesta sexta-feira o mesmo projeto e pode aprová-lo definitivamente

Efe,

11 de janeiro de 2008 | 03h17

O Senado japonês, dominado pela oposição, rejeitou nesta sexta-feira, 11, uma nova lei antiterrorista que permitiria que os navios japoneses voltassem a prestar apoio logístico aos Estados Unidos no Oceano Índico para sua campanha no Afeganistão, informou a agência de notícias Kyodo. No entanto, a Câmara Baixa, controlada pela coalizão governamental formada pelo Partido Liberal-Democrata (PLD) e pelo Novo Komeito, deverá votar nesta sexta-feira o mesmo projeto, que então pode ser aprovado definitivamente. A segunda votação é possível segundo o regulamento parlamentar japonês, que estabelece que a Câmara Baixa predomina sobre a Alta. Mas isso não acontece desde 1951. Segundo a Kyodo, o ministro da Defesa, Shigeru Ishiba, poderia assinar pouco depois a ordem para que as Forças de Autodefesa do Japão partam para o Índico e retomem a sua missão, fornecendo combustível às forças dos Estados Unidos que participam de operações militares no Afeganistão. O apoio logístico japonês foi interrompido dia 1 de novembro devido à falta de acordo entre os partidos japoneses. A oposição, liderada pelo Partido Democrático (PD), se opõe à operação. As tarefas japonesas de apoio logístico no Índico começaram em dezembro de 2001, após os ataques de 11 de setembro nos EUA, sob uma lei especial antiterrorista que foi prorrogada em três ocasiões.

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