Senado não terá supermaioria democrata

Plano de obter 60 cadeiras fracassa após vitória republicana na Geórgia

REUTERS, NYT E AP, O Estadao de S.Paulo

04 de dezembro de 2008 | 00h00

O republicano Saxby Chambliss reelegeu-se ontem, em segundo turno, para o Senado no Estado da Geórgia. Com isso, os democratas não conseguirão a supermaioria de 60 das 100 cadeiras da Casa. Com quase todos os votos apurados, Chambliss tinha uma confortável vantagem sobre o democrata Jim Martin (57% a 43%).A maioria de 60 senadores daria aos democratas a chance de superar eventuais obstáculos procedimentais estabelecidos pelos republicanos, que são minoria no Senado. Se isso ocorresse, os democratas teriam o domínio completo do governo, com Barack Obama na Casa Branca e uma confortável maioria na Câmara dos Representantes.A eleição para senador na Geórgia, em razão da legislação estadual, teve de ser definida em um segundo turno, uma vez que nenhum dos candidatos obteve maioria simples. Isso aumentou o suspense e a possibilidade de os democratas conquistarem a supermaioria - nas eleições gerais de novembro eles conseguiram 58 cadeiras, enquanto os republicanos obtiveram 40, sem contar a vitória de ontem.INDEFINIÇÃOAssim, apenas uma eleição para senador ainda permanece indefinida. Em Minnesota, o republicano Norm Coleman obteve pouco mais de 700 votos de vantagem sobre o democrata Al Franken - de um total de 3 milhões de votos. Pela lei local, o Estado teve de recontar todos os votos e, desde então, a vantagem tem diminuído. Ontem, Coleman liderava por apenas 215 votos. Analistas dizem, no entanto, que o resultado é completamente imprevisível.É por isso que a eleição para o Senado na Geórgia tornou-se uma questão de honra para os republicanos, que comemoraram bastante o resultado. "Os republicanos ainda sabem como vencer uma eleição", disse Mike Duncan, presidente nacional do partido. Durante a campanha, no segundo turno, Chambliss contou com o apoio direto de John McCain, candidato derrotado por Obama, Sarah Palin, vice na chapa de McCain, e Mitt Romney e Mike Huckabee, que disputaram a nomeação nas primárias do partido. OBAMADo lado democrata, Martin teve a ajuda do ex-presidente Bill Clinton em alguns comícios, mas não conseguiu atrair Obama, ocupado demais com a formação de seu gabinete em Washington. O presidente eleito até que se esforçou, enviando mensagens para comerciais de rádio e despachando voluntários de Estados vizinhos, mas o voto dos eleitores brancos, de acordo com analistas, foi decisivo para a vitória de Chambliss.

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