Senado russo autoriza Putin enfrentar o terror no exterior

O Senado russo aprovou por unanimidade total nesta sexta-feira uma lei que permite que o presidente da Rússia use o exército e o serviço secreto fora do país na luta antiterrorista.O texto, aprovado por todos os 148 senadores da casa, autoriza o chefe do Estado a utilizar as tropas ou unidades dos serviços secretos fora do território nacional "para combater atividades terroristas dirigidas contra a Federação da Rússia e seus cidadãos".O projeto, apresentado pela maioria governista na Duma (Câmara dos Deputados), fala explicitamente da luta antiterrorista entre os objetivos da ação do exército fora do território nacional.O presidente deve solicitar a autorização do Senado para cada caso concreto. Mas não exige detalhes sobre o lugar, o período e o número de forças mobilizadas para as operações.Na semana passada, o presidente Vladimir Putin mandou o serviço secreto "localizar e liquidar" os assassinos de quatro diplomatas russos, seqüestrados em Bagdá no início de junho.O assassinato foi reivindicado pelo grupo radical Conselho da Shura dos Mujahedin do Iraque, vinculado à rede terrorista internacional Al-Qaeda.O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Ivanov, disse na quinta-feira que uma unidade especial do Ministério da Defesa foi designada para as tarefas internacionais, mas não deu mais detalhes. Acredita-se que Ivanov esteja se referindo aos agentes do Departamento de Inteligência do Ministério da Defesa, conhecido como GRU.Os quatro russos assassinados foram seqüestrados no começo de junho, perto da embaixada russa em Bagdá, por militantes armados que atiraram e mataram um empregado da embaixada durante a ação.

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