Senador democrata não descarta passar para os republicanos

O senador norte-americano Joe Liberman, reeleito na semana passada pelo Estado de Connecticut, é do Partido Democrata, mas não descarta passar para o Partido Republicano, do presidente George W. Bush. Isso anularia a vantagem que os democratas conseguiram na eleição, ao eleger 51 senadores, para 49 republicanos. Neste domingo, em entrevista ao programa de Tim Russert, da emissora de televisão MSNBC, Lieberman reafirmou que pretende compor a bancada democrata, mas que isso poderá mudar, dependendo das circunstâncias. Indagado sobre a hipótese de mudar de partido, Lieberman disse: "Eu não descarto, mas ainda não cheguei a esse ponto. E devo dizer, com todo o respeito aos republicanos que me apoiaram em Connecticut, que ninguém nunca disse: ´Estamos fazendo isso porque queremos que você venha para nosso partido´". Considerado um defensor vigoroso da guerra no Iraque e dos interesses de Israel, Lieberman foi derrotado nas primárias do Partido Democrata em Connecticut, que escolheu outro candidato. Lieberman então decidiu concorrer como independente e obteve as assinaturas necessárias de eleitores para garantir sua candidatura. Pelos dados finais da eleição, 70% dos republicanos de Connecticut votaram em Lieberman e apenas 21% no candidato de seu próprio partido, Alan Schlesinger; 65% dos eleitores democratas votaram no candidato do partido, Ned Lamont, e 33% em Lieberman. A revista The Economist qualificou Lieberman como "de repente, o homem mais influente no Senado". Caso ele passe para o Partido Republicano, os dois partidos ficarão com 50 senadores cada. Como a presidência do Senado é exercida pelo vice-presidente do país (Dick Cheney, um republicano), isso devolveria a maioria na Casa ao partido de George W. Bush.

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