Senador diz que fotos de Bin Laden são pavorosas e provam identidade

Congressista, 1º a ver imagens após oferta da CIA, diz que governo deveria divulgar algumas delas

BBC Brasil, BBC

12 de maio de 2011 | 05h09

WASHINGTON - Um senador republicano que viu as fotos do saudita Osama Bin Laden morto descreveu as imagens como "pavorosas", mas afirmou que elas não deixam dúvidas de que o líder da rede Al-Qaeda foi morto.  

 

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O republicano James Inhofe foi o primeiro senador a ver as fotos após a CIA (a agência de inteligência americana) ter se oferecido a mostrá-las a membros de quatro comissões do Congresso.

Em uma entrevista à TV americana CNN, ele disse ter visto 15 fotos feitas durante a operação militar americana que matou Bin Laden, na madrugada de dia 2 de maio (horário local).

A maioria delas, segundo Inhofe, foi tirada na casa em Abbottabad, no Paquistão, onde o saudita estava escondido. Três das imagens mostram o corpo no navio para onde ele foi levado e de onde foi sepultado no mar.

Segundo Inhofe, as fotos tiradas dentro da casa após Bin Laden ser morto são "bem pavorosas" e mostram seu rosto coberto de sangue e com pedaços do cérebro saindo pelo globo ocular.

As três fotos feitas no navio, segundo ele, são menos impressionantes e permitem uma identificação melhor, ao mostrar o rosto do saudita já lavado e sem sangue. As fotos mostrariam também o sepultamento no mar.

'Obama vivo'

O senador afirmou ainda que três das imagens feitas na casa mostram o saudita ainda vivo. "Três das primeiras 12 fotos eram de Obama quando ele ainda estava vivo", afirmou o senador, cometendo um deslize ao confundir o primeiro nome do líder da Al-Qaeda com o sobrenome do presidente do país, Barack Obama.

Ao ser questionado sobre as dúvidas do público em relação à morte de Bin Laden, Inhofe afirmou: "Não há absolutamente nenhuma dúvida sobre isso. Muitas pessoas por aí dizem: 'Eu quero ver as fotos'. Mas eu já as vi. Era ele. Ele se foi. Ele é história".

Para o senador, o governo americano deveria divulgar algumas das fotos, principalmente as tiradas no navio, após a lavagem do corpo, para eliminar definitivamente as dúvidas sobre a morte do saudita.

O governo americano havia anunciado na semana passada que não divulgaria as fotos de Bin Laden morto por considerá-las fortes demais e para evitar que elas incitassem a violência e fossem usadas como peça de propaganda por grupos radicais.

Diário

Um diário do líder da Al-Qaeda encontrado na casa onde ele foi morto, em Abbottabad, conteria planos para novos ataques que pudessem matar milhares de cidadãos americanos e forçar a retirada das tropas dos Estados Unidos de países do Oriente Médio, segundo autoridades americanas.

Segundo essas autoridades, que falaram à agência de notícias Associated Press em condição de anonimato, Bin Laden questionava quantos americanos teriam que ser mortos para forçar a retirada militar americana.

O saudita teria escrito no diário que ataques de menor envergadura desde os grandes atentados do 11 de setembro de 2001 não estavam tendo o impacto desejado. Bin Laden pediria aos seus seguidores que atingissem cidades menores e sistemas de trens.

Segundo os funcionários americanos, o diário manuscrito e arquivos de computador confiscados na casa em Abbottabad mostram que Bin Laden estava ativamente envolvido em todas as principais ameaças recentes relacionadas à Al-Qaeda.

 

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