AP Photo/J. Scott Applewhite
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Senador dos EUA alerta sobre ingerência russa nas eleições francesas

De acordo com Richard Burr, chefe da Comissão de Inteligência do Senado, é 'razoável dizer que os russos estão envolvidos ativamente nas eleições francesas'

O Estado de S.Paulo

30 de março de 2017 | 10h00

WASHINGTON - O chefe da Comissão de Inteligência do Senado americano, encarregado de investigar a ingerência da Rússia nas eleições presidenciais americanas, afirmou na quarta-feira que Moscou também está "ativamente envolvido" na campanha eleitoral francesa.

"Acredito que seja razoável dizer que os russos estão envolvidos ativamente nas eleições francesas", disse o senador republicano Richard Burr. A comissão liderada por ele examinará a partir desta quinta-feira, 30, o papel desempenhado pela Rússia na eleição presidencial vencida por Donald Trump, uma ação que a Inteligência americana acredita ter sido dirigida pelo presidente Vladimir Putin.

"O que devemos avaliar é que foi um ato muito encoberto em 2016 nos Estados Unidos, um ato muito público, ao mesmo tempo que encoberto, na Alemanha e na França", disse à imprensa.

Burr assinalou que Moscou pode "inclinar a balança" nas eleições europeias para beneficiar o candidato que prefere. "É razoável dizer que os responsáveis americanos alertaram os países que vão ter eleições iminentes sobre o que o governo sabe das capacidades e intenções russas", acrescentou Burr.

A candidata de extrema direita francesa, Marine Le Pen, que segundo as pesquisas poderia chegar sem dificuldades ao segundo turno das presidenciais, foi recebida na sexta-feira por Putin. O presidente russo assegurou que seu país não está interferindo na campanha francesa.

O principal adversário de Marine, Emmanuel Macron, acusou a Rússia no mês passado de tentar prejudicar sua campanha ao divulgar boatos por meio da imprensa estatal.

O diretor do FBI, James Comey, confirmou em 20 de março que a Polícia Federal americana investiga as tentativas de ingerência russa na campanha presidencial no país e, sobretudo, uma possível "coordenação" entre membros da equipe de Trump e o governo russo. / AFP

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