Senador dos EUA quer adiar projeto antimísseis

O próximo chairman do Comitê dos Serviços Armados do Senado disse ontem que o plano de escudo antimísseis não deverá ser colocado em operação durante o atual mandato do presidente Bush e nem deverá ser desenvolvido até que novos testes comprovem sua eficácia. O senador Carl Levin, democrata de Michigan, disse ter consciência de que o país possui dinheiro e tecnologia para os mísseis de defesa. Mas ele previu que as batalhas diplomáticas sobre o Tratado de Mísseis Antibalísticos e os obstáculos científicos significam que ?os ventos estão contra? o desenvolvimento até o fim de 2004.?Penso que a tecnologia não irá se desenvolver tão rapidamente, mesmo se ele decidir violar o Tratado?, disse Levin referindo-se ao presidente Bush. ?E acho que nossos aliados europeus reagiram com precaução e preocupação tal que o presidente terá de analisar novamente as complexidades da questão.? Em entrevista ontem, Levi traçou sua agenda sobre as questões militares Ele enfatizou que não se ocupará somente com a estratégia nuclear e dos bilionários sistemas de armamentos, mas também enfocará melhores salários, assistência médica e moradia para os militares.Levin também firmou que tentará modernizar as práticas de compra do Pentágono e fará pressões pelo fechamento de outras bases para poupar dinheiro. Ele endossou o papel das tropas americanas em operações da força de paz nos Balcãs e no Sinai. Bush e o secretário de Defesa Donald Rumsfeld questionaram essas missões, alegando que elas desviam dinheiro e tropas de importantes operações.Os que apoiam rápido desenvolvimento do sistema de escudo antimísseis de Bush viram os comentários de Levin não como cautela em relação ao prazo, mas como barreiras conscientemente superdimensionadas.

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