Senador dos EUA visita Nobel da Paz presa em Mianmar

O senador dos EUA Jim Webb visitou neste sábado a líder democrata de Mianmar Aung San Suu Kyi, em um raro encontro entre uma autoridade estrangeira e a Prêmio Nobel da Paz condenada esta semana a passar mais 18 meses em prisão domiciliar por violação da pena, ao permitir que um americano permanecesse em sua casa sem que tivesse autorização para tal.

AE, Agencia Estado

15 de agosto de 2009 | 11h36

O gabinete do senador informou ainda que ele conseguiu a libertação do americano John Yettaw, detido na terça-feira e sentenciado a sete anos de prisão por ter ajudado a líder democrata a violar os termos da prisão domiciliar. Um comunicado neste sábado informou que Yettaw será oficialmente deportado no domingo à tarde, quando viajará com Webb a Bangcoc.

Neste sábado, a líder democrata de 64 anos foi levada de carro de sua residência até uma casa de hóspedes do governo próxima, para um encontro de 40 minutos com Webb. Repórteres a viram ser levada de volta para a casa dela, de carro.

Webb também se reuniu com o chefe da junta militar, Than Shwe, no primeiro encontro do líder com uma autoridade sênior dos EUA. O encontro foi confirmado por fontes oficiais de Mianmar, que pediram para não ser identificadas por não serem autorizadas a falar com a imprensa.

A visita de Webb a Mianmar, a primeira de um membro do Congresso dos EUA em mais de uma década, gerou críticas de ativistas, que disseram que ela confere legitimidade a um regime brutal. Mas o governo Obama deu o seu consentimento ao democrata da Virginia. Webb é presidente do subcomitê de relações do Leste da Ásia e Pacífico, do Comitê de Relações Externas do Senado.

A aprovação da junta militar que governa Mianmar para o encontro com Suu Kyi pode ter sido dada para mitigar a onda de críticas internacionais contra Mianmar que se seguiram ao julgamento e ao veredicto, na terça-feira. Em julho, autoridades barraram o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, de se reunir com Suu Kyi durante uma visita de dois dias.

A líder oposicionista passou 14 dos últimos 20 anos detida, sendo a maior parte do tempo em regime domiciliar. Aung San Suu Kyi é filha do general Aung San, líder da independência da antiga Birmânia, assassinado em 1947 em Rangum. As informações são da Associated Press.

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