Senador é acusado de participação em motim nas Filipinas

A polícia filipina apresentou nesta segunda-feira as acusações contra um senador da oposição atualmente foragido, quatro altos oficiais do Exército e dois civis, acusando-os de respaldar a tentativa de golpe de Estado contra o governo da presidente Gloria Macapagal Arroyo. O senador Gregorio Honasan, também conhecido como "Gringo", é o funcionário civil de posição hierárquica mais alta acusado de participar do motim de 27 de julho. Calcula-se que cerca de 350 soldados e oficiais do Exército participaram da breve insurreição. Na data, os amotinados tomaram um edifício residencial e um centro comercial no distrito financeiro de Manila, a capital filipina. O motim terminou horas depois. "Definitivamente, (Honasan) é um dos líderes", disse o secretário de Interior, José Lina. Ex-oficial do Exército das Filipinas, Honasan liderou duas tentativas de golpe de Estado durante a década de 80. Nas primeiras horas de hoje, Arroyo disse que uma investigação possibilitou o acúmulo de grande quantidade de dados e permitirá identificar todos os envolvidos no motim. Ela negou-se a fornecer detalhes.A presidente filipina avisou que tentará levantar o estado de exceção antes do esperado, mas não especificou quando pretende fazê-lo. Essas disposições permitem a detenção de qualquer suspeito sem ordem judicial. Analistas comentam que o decreto do estado de exceção pode afugentar turistas e investidores. Hoje, a Bolsa de Valores de Manila caiu 3%.

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