Senador está pronto para enfrentar os democratas

O senador John McCain praticamente garantiu a candidatura presidencial republicana na quinta-feira, com a desistência do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. O senador dedicou-se imediatamente a recuperar as relações com os conservadores desapontados e a abrir a campanha da eleição geral com uma dura crítica a seus rivais democratas.McCain indicou estar disposto a travar uma dura batalha contra Hillary Clinton ou Barack Obama, com base em princípios conservadores e aproveitando sua experiência em segurança nacional e sua reputação de combate aos gastos públicos excessivos. Ele apresentou seu apoio ao reforço de tropas no Iraque promovido pelo presidente George W. Bush como um selo de honra e afirmou que seus rivais adotariam um cronograma inconseqüente para a retirada das forças americanas, sem levar em conta a "profunda calamidade humana" e o aumento da ameaça à segurança dos EUA."Seja quem for seu candidato, os democratas governariam este país de um modo que, em minha opinião, provocaria um retrocesso", disse McCain. Ele foi especialmente duro ao criticar Hillary e Obama no quesito segurança nacional, afirmando que nenhum deles reconhece a ameaça de um Irã com ambições nucleares."Pretendo derrotar a ameaça externa permanecendo na ofensiva e mobilizando cada agência relevante de nosso governo, e nossos aliados, em torno da necessidade urgente de defender os valores, as virtudes e a segurança dos povos livres contra aqueles que menosprezam tudo o que há de bom em nós."McCain também se apoiará numa biografia que mostra caráter, coragem e uma disposição de contrariar a convenção. E a princípio ele teria bom desempenho contra Hillary ou Obama, segundo a mais recente pesquisa Washington Post-ABC. Ele tem uma pequena vantagem sobre Hillary e fica atrás de Obama por uma margem também irrisória. A pesquisa indica que McCain contará com sólido apoio do Partido Republicano e, ao mesmo tempo, atrairá eleitores independentes, uma ajuda vital.McCain, no entanto, concorre num ano em que a energia e o entusiasmo estão com os democratas. O firme apoio às políticas de Bush para o Iraque voltou a maioria do país contra ele. E seu próprio partido ficou desmoralizado quando os democratas conquistaram o Congresso nas eleições de 2006. Além disso, alguns perguntam se um candidato que teria 72 anos ao ser eleito poderia representar efetivamente uma promessa de mudança num ano em que muitos eleitores buscam um novo rumo.

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