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Senador McCain entra na Síria e se reúne com rebeldes

Congressista do Arizona é primeira autoridade do alto escalão de Washington a entrar em território sírio

O Estado de S. Paulo,

27 Maio 2013 | 18h45

WASHINGTON - O senador republicano John McCain entrou nesta segunda-feira, 27, no território sírio, onde se reuniu com líderes dos rebeldes que tentam depor o regime de Bashar Assad. A assessoria do congressista do Arizona confirmou a informação. McCain tornou-se, assim, a primeira autoridade de alto escalão de Washington - ao menos do que se sabe - a entrar na Síria desde o início da rebelião, há mais de dois anos.

O general Salem Idris, comandante do Exército Sírio Livre (ESL), saudou o gesto do senador americano. "A visita de McCain é muito importante e útil, especialmente neste momento", disse o general rebelde, em entrevista ao site Daily Beast. "Precisamos da ajuda americana para mudar a situação no terreno. Estamos em meio a uma situação muito crítica", completou.

McCain entrou na Síria pela fronteira turca e permaneceu algumas horas no território árabe, reunido com opositores. Ele já se havia encontrado com autoridades do Exército Sírio Livre na Turquia. Segundo seus assessores, ele visitou a região inicialmente para participar, no fim de semana, de um encontro do Fórum Econômico Mundial na Jordânia.

Candidato a presidência derrotado por Barack Obama em 2008, o senador republicano é um dos principais defensores de um papel mais ativo dos EUA diante de violações em massa ao redor do globo. McCain esteve na Líbia pouco após o início da rebelião contra Muamar Kadafi, em 2011. Nos anos 90, pressionou o governo Bill Clinton a intervir em Kosovo.

Na semana passada, uma comissão do Senado americano aprovou um pedido à Casa Branca para que amplie o apoio aos insurgentes sírios, até mesmo com o envio de armas. Por enquanto, Washington só fornece material militar não letal à oposição, temendo involuntariamente fortalecer grupos jihadistas - alguns dos quais ligados à Al-Qaeda - que integram as fileiras dos rebeldes.

McCain defende medidas adicionais, como a imposição de uma zona de exclusão aérea no norte da Síria, onde forças de oposição a Assad e civis fugindo da violência poderiam encontrar um abrigo seguro. Quando Israel bombardeou Damasco, no início do mês, o senador afirmou que os ataques minavam o argumento de que as defesas antiaéreas sírias representam obstáculo real à aviação americana. McCain pede que pistas de pouso usadas por Irã e Rússia para enviar armas a Assad sejam destruídas. / AP

 
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