Luis ROBAYO / AFP
Luis ROBAYO / AFP

Senador republicano chega à Colômbia para supervisionar ajuda à Venezuela

Um dos congressistas mais próximos de Trump, Marco Rubio é também um dos mais ferrenhos opositores ao governo Maduro; na Venezuela, Guaidó quer reunir 1 milhão de voluntários

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2019 | 17h09
Atualizado 17 de fevereiro de 2019 | 20h48

BOGOTÁ - O senador americano Marco Rubio chegou neste domingo, 17, à cidade de Cúcuta, na Colômbia, para supervisionar a ajuda humanitária que está armazenada na fronteira com a Venezuela e deve ser enviada ao país a partir do próximo sábado.

"Cheguei à Colômbia nesta manhã. Hoje chegará uma grande quantidade de ajuda humanitária para a Venezuela. Vou me reunir com os funcionários que lideram o esforço de armazenar a ajuda na fronteira e prepará-la para entregá-la ao povo sofrido da Venezuela", informou pelo Twitter a assessoria de imprensa de Rubio.

Durante a estadia em Cúcuta, o senador republicano também se reuniu com funcionários do governo colombiano e percorreu a Ponte Simón Bolívar, principal passagem na fronteira entre os dois países.

Rubio viajou com o embaixador dos EUA na Organização dos Estados Americanos (OEA), Carlos Trujillo, e o congressista republicano Mario Díaz-Balart, com quem supervisionará a ajuda humanitária enviada pelo país pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid).

"Os funcionários americanos, colombianos e venezuelanos estão prontos para fazer a assistência humanitária que o povo da Venezuela tanto necessita", afirmou Rubio, citado em comunicado.

No sábado, três aviões da Força Aérea dos Estados Unidos chegaram ao aeroporto de Cúcuta com toneladas de suplementos nutricionais e kits de higiene, que se somam à ajuda humanitária que o país já havia enviado há uma semana. Cúcuta, Curaçao e Roraima, são os pontos de coleta da ajuda humanitária. O líder opositor Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente da Venezuela, disse no sábado que a cidade de Miami, na Flórida, seria o quarto ponto de coleta de ajuda humanitária. 

Rubio, senador republicano pelo Estado da Flórida, é um dos congressistas mais próximos ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e um dos mais ferrenhos opositores ao governo de Nicolás Maduro.

"A narcotirania de Nicolás Maduro continua bloqueando a entrada da ajuda humanitária àqueles que continuam sofrendo sob o regime. O povo da Venezuela segue resistindo na sua luta pela democracia e a liberdade, e os Estados Unidos continuarão a apoiá-lo", declarou Rubio.

1 Milhão

Brigadas de voluntários começaram hoje a se preparar para enfrentar o bloqueio de Maduro. “Nossa principal tarefa é chegar a 1 milhão de voluntários para o dia 23 de fevereiro. Presencialmente nos pontos de encontro, ou de forma ativa pelas redes sociais”, pediu Guaidó, em mensagem enviada aos 600 mil já inscritos. 

A pedido de Guaidó, reconhecido como presidente venezuelano interino por 50 países, grupos de voluntários começaram hoje a trabalhar em vários Estados do país, em reuniões de preparação e nos chamados “acampamentos humanitários”. 

Queda de braço

Guaidó garante que o país “se prepara para a avalanche humanitária”, embora não tenha revelado detalhes que poderiam arruinar a operação. “Vamos anunciando coisas específicas, pouco a pouco”, comentou o opositor, de 35 anos, que defende um governo de transição e eleições presidenciais. 

Maduro ordenou aos militares que bloqueiem a entrada de remédios e alimentos, por considerá-la um “show político” e o começo de uma invasão militar americana. O país vive uma catástrofe socioeconômica, com escassez de comida, medicamentos e uma hiperinflação que torna o custo de vida exorbitante. / AFP e EFE

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