AP Photo/Ben Fox
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Senador republicano sugere a May ‘Guantánamo Europeia’ para presos do EI

Perante autoridades britânicas e francesas em Munique, Lindsey Graham fez pressão pela criação de uma prisão à margem do sistema judicial para abrigar membros do grupo

O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2018 | 13h09

WASHINGTON - Com o desmantelamento do Estado Islâmico, rebeldes sírios apoiados pelos Estados Unidos têm prendido centenas de militantes do grupo, uma grande parte deles com cidadania europeia. Em visita ao continente, na semana passada, o senador republicano Lindsey Graham sugeriu a líderes da UE a construção de uma prisão nos moldes da erguida na base americana de Guantánamo, em Cuba, para abrigá-los. 

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Perante autoridades britânicas e francesas em Munique, Graham fez pressão pela criação de uma prisão à margem do sistema judicial para abrigar membros do Estado Islâmico. A proposta não animou os europeus. 

"Se vocês não gostam de Guantánamo, deveriam criar algo vocês mesmos. A maior parte dos presos é europeu”, disse o senador à premiê britânica, Theresa May. 

 Atualmente, há cerca de 500 combatentes do EI presos na Síria e esse número deve dobrar em breve. Entre eles, há uma célula de terroristas britânicos conhecidos por torturar e decapitar reféns. 

Segundo Graham, a outra opção é levar alguns desses militantes para Guantánamo, cujo funcionamento foi mantido pelo presidente Donald Trump no ano passado. 

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“Os europeus estão em negação”, disse Graham. “Toda vez que falamos com eles eles nos perguntam o que fazer.”

Os rebeldes sírios ameaçam liberar os rebeldes ou matá-los. O senador disse que os dois casos são potencialmente problemáticos. Ou os militantes voltariam a ser uma ameaça ou não seria possível coletar dados de inteligência sobre o funcionamento do EI. 

May disse ao senador que cidadãos britânicos devem ter direito ao devido processo penal e ampla defesa. “Os europeus querem tratar uma questão de guerra como um caso penal”, reclamou Graham.  / WASHINGTON POST

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