Logan Cyrus / AFP
Logan Cyrus / AFP

Senadora Elizabeth Warren deixa corrida democrata

Ainda não há informações sobre um possível apoio dela a Sanders, que também representa a ala esquerdista do Partido Democrata

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2020 | 12h56

WASHINGTON - A senadora democrata Elizabeth Warren deixou nesta quinta-feira, 5, a corrida pela indicação do partido para concorrer contra Donald Trump em novembro. Segundo fontes ouvidas pelo New York Times, a campanha da senadora termina após a frustração com os resultados da Superterça - ela não venceu em nenhum dos 14 Estados -, mas ainda não foi dito se ela vai declarar apoio a outro democrata.

Com mais essa desistência, a nomeação democrata fica praticamente entre dois candidatos: Bernie Sanders e Joe Biden. Na quarta-feira4, o bilionário Michael Bloomberg havia deixado a disputa e anunciado apoio a Biden.  

Warren era, junto com Sanders, representante da ala esquerdista do Partido Democrata e concorria com uma plataforma anti-corrupção. 

Após a desistência de Bloomberg, a senadora conversou com Sanders por telefone. “Nós conversamos e o que Warren me disse é que ela está reavaliando sua campanha”, disse Sanders na quarta-feira. “Ela ainda não fez uma escolha. É importante respeitar o tempo e o espaço que ela precisa para tomar essa decisão.”

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Agora, resta saber se Warren vai declarar apoio a Sanders ou não. Segundo o New York Times, pesquisas feitas pela cútpula do Partido Democrata indicam que não haveria uma transferência automática dos votos de Warren para Sanders, apesar dos dois transitarem no mesmo campo ideológico democrata, mais progressista e à esquerda.

Fontes ouvidas pelo Times disseram que como Warren tem uma postura mais moderada que Sanders, a divisão seria 50% a  50%, com metade dos eleitores votando em Biden e a outra metade em Sanders. A pesquisa também sugeriu que muitos eleitores não tomam suas decisões estritamente baseadas na ideologia.

A próxima rodada de primárias está marcada para o dia 10. Em disputa, justamente Estados do Oeste americano - Washington e Idaho - e regiões nas quais a demografia favorece Sanders - Michigan e Dakota do Norte. / AP, REUTERS e NYT

 

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