Drew Angerer/AFP
Drew Angerer/AFP

Senadores americanos negociam voto sobre controle de armas

Após 15 horas de obstrução conduzida pelos democratas, líder republicano indica possibilidade de acordo

O Estado de S. Paulo

16 Junho 2016 | 19h25

Líderes partidários no Senado americano iniciaram a discussão de detalhes em busca de um acordo para votação de medidas de controle de armas que provavelmente colocarão democratas e republicanos em campos opostos. A conversa evoluiu após o fim da obstrução que durou quase 15 horas e foi conduzida pelos democratas. 

Segundo o líder da minoria no Senado, Harry M. Reid (democrata de Nevada), o líder da maioria, Mitch McConnell (republicano de Kentucky), indicou nesta quinta-feira, 16, que autorizaria uma votação de “duas medidas importantes sobre segurança de armas” como parte de um projeto de lei pendente sobre recursos para algumas agências governamentais, incluindo o Departamento de Justiça. McConnell disse que nada estava definido, mas os líderes tentariam planejar a votação de propostas “de ambas as partes”. 

Os democratas buscam votos a favor de uma proposta da senadora Dianne Feinstein, da Califórnia, proibindo a venda de armas de fogo e explosivos para qualquer pessoa considerada suspeita de terrorismo pela Procuradoria-Geral. 

A bancada quer, ainda, que seja votada uma medida oferecida pelos senadores democratas Chris Murphy, de Connecticut, Cory Brooker de Nova Jersey e Charles E. Schumer de Nova York, que ampliaria a necessidade de atestados de antecedentes para compras de armas.

Murphy liderou a obstrução no Senado para pressionar os republicanos a aceitaram votar essas medidas. Mas McDonnell ridicularizou a obstrução de Murphy, afirmando que as 15 horas de discurso para bloquear a pauta foram “uma discussão prolongada que também nos impediu de avançar”. / THE WASHINGTON POST

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