Mohammed Ballas/AP
Mohammed Ballas/AP

Senadores criticam plano de Obama de Israel retornar às fronteiras de 67

Em resolução apresentada quinta, senadores afirmam que 'política dos EUA é contrária a fronteiras pré-1967'

AE, Agência Estado

09 Junho 2011 | 20h07

WASHINGTON - Senadores norte-americanos propuseram nesta quinta-feira, 9, uma resolução opondo-se a qualquer retirada israelense para retornar às fronteiras de 1967 - um golpe simbólico contra os esforços do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para retomar as negociações de paz.

 

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"É contra a política dos EUA e a segurança nacional fazer com que as fronteiras de Israel voltem ao que eram em 4 de junho de 1967", dizia o texto, com introdução feita pelos senadores Orrin Hatch, republicano de Utah, e Joe Lieberman, independente de Connecticut.

 

Os senadores fazem referência à data anterior à Guerra dos Seis Dias, ocasião na qual Israel tomou territórios de países vizinhos inimigos, como Egito, Jordânia e Síria.

 

A resolução, que tem o apoio de cerca de 30 senadores, inclusive democratas como Obama, diz que a política norte-americana está destinada a "apoiar e facilitar que Israel mantenha fronteiras defensáveis".

 

Pronunciamento

 

No mês passado, Obama fez um raro discurso sobre a política de longa data de apoiar o Estado palestino com base nas fronteiras que precederam a Guerra dos Seis Dias, reconhecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), com trocas de terras em acordo mútuo.

 

As declarações provocaram uma reprimenda pública do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante uma visita subsequente à Casa Branca. O líder israelense também ressaltou a natureza "indefensável" das fronteiras de 1967.

 

"As fronteiras que existiam em 4 de junho de 1967 colocaram Israel em uma situação militar precária que ameaçava a estabilidade regional", disse Hatch. "Essa resolução reafirma que a política dos EUA é apoiar e facilitar que Israel mantenha fronteiras seguras, reconhecidas e defensáveis".

 

Negociações congeladas

 

Israelenses e palestinos discordam nas negociações, que pararam pouco após serem retomadas em Washington em setembro de 2010, quando expirou um congelamento de obras em assentamentos judaicos na Cisjordânia.

 

Israel se recusou a renovar a paralisação e os palestinos insistem que não vão negociar enquanto os assentamentos estiverem sendo construídos e ampliados nas terras que eles desejam para seu futuro Estado.

 

Desde então, o presidente palestino Mahmoud Abbas disse que só volta às conversações se as fronteiras de 1967 forem usadas como base para um futuro acordo.

 

As informações são da Associated Press

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