Senadores discutem hoje com Obama reforma da saúde

Senadores Democratas vão se reunir hoje com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca para discutir a reforma da saúde, em meio a notícias de novos compromissos que podem acelerar a aprovação da proposta de legislação. O encontro está previsto para as 16h30 (horário de Brasília).

AE-AP, Agencia Estado

15 de dezembro de 2009 | 13h20

O Senado tem tido dificuldades para aprovar sua própria versão da reforma da saúde, diante das duras divisões dentro do Partido Democrata sobre a linguagem da proposta. Mas o líder da maioria na Casa, Harry Reid, e diversos senadores Democratas disseram na noite de ontem que estavam mais perto de aprovar a legislação. O otimismo renovado segue notícias de que o compromisso que visava a compensar a retirada de um plano de saúde de "opção pública" apoiado pelo governo foi abandonado.

Em um esforço para conseguir os 60 votos cruciais para aprovar com segurança a reforma da saúde, Reid havia optado na semana passada por retirar a opção pública diante da forte resistência do senador independente Joseph Lieberman e de diversos Democratas. Mas, ontem, o plano substituto para permitir que pessoas com 55 a 64 anos comprassem a entrada no programa Medicare do governo para idosos (a partir de 65 anos) e inválidos parece também ter sido retirado da mesa.

Lieberman disse que a proposta de legislação agora inclui "uma rede e um sistema de subsídios muito fortes para as pessoas, incluindo as que têm de 55 a 65 anos, então a ideia de comprar o Medicare não era mais necessária".

Otimismo

Embora Reid e outros Democratas seniores não tenham confirmado que o plano de compra do Medicare estava abolido, os comentários deles sugerem que a proposta de legislação avançará rapidamente. "Nós superamos a maioria dos obstáculos", disse Reid. "Estou confiante de que até a próxima semana estaremos no caminho para encaminhar a proposta para o presidente."

O senador Chris Dodd ecoou a previsão otimista anunciada por Reid e pareceu sinalizar que parte da reforma que os Democratas liberais esperam ver não será incluída no projeto final de reforma da saúde. "É sempre mais fácil idealizar a legislação que você quer do que aprovar a legislação que você precisa e que certamente é verdadeira com a saúde", afirmou ele.

Obama colocou a reforma abrangente do sistema de saúde dos EUA, com custos baixos e cobertura mais ampla, como principal prioridade doméstica. Mas o processo tem sido complicado diante da oposição tanto de Republicanos quanto de Democratas, e a liderança do partido de Obama foi forçada a aceitar compromissos significativos para assegurar votos.

Obama ainda espera assinar a proposta de legislação até o fim do ano, o que deixa os legisladores com pouco tempo para aprovar a proposta do Senado e, então, reconciliar as versões das duas Casas. Com informações da Dow Jones.

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