Pete Souza/Efe
Pete Souza/Efe

Senadores republicanos pedem apoio do Congresso para ação na Síria

McCain e Graham concordam com Obama mas pedem que intervenção resulte em mudança do regime sírio

O Estado de S. Paulo,

02 Setembro 2013 | 19h02

WASHINGTON - Dois dos senadores republicanos mais críticos à política do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiram nesta segunda-feira, 2, para as consequências negativas de uma falta de acordo no Congresso para um plano de intervenção na Síria.

O senador pelo Arizona e ex-candidato presidencial republicano em 2008, John McCain, afirmou que seria "catastrófico" não haver um acordo no Congresso sobre a resposta militar à Síria pelo uso de armamento químico.

McCain concordou com Obama e assegurou que uma rejeição à intervenção militar afetaria seriamente a credibilidade dos Estados Unidos. McCain e o senador pela Carolina do Sul, Lindsey Graham, pediram a Obama uma estratégia que não só castigue Bashar Assad pelo uso de armas químicas, mas possibilite, com o tempo, o fim do regime sírio.

Os dois se mostraram de acordo com Obama no fato de a intervenção militar não ter "tropas (americanas) no terreno" sírio, mas afirmam que o ataque "limitado" que prometeu a Casa Branca deveria ser parte de uma estratégia para mudar o curso de dois anos e meio de guerra na Síria a favor da oposição síria.

"Necessitamos articular um compromisso que reduza as capacidades de Assad e aumente as capacidades (militares) do Exército Sírio Livre", disse McCain em um breve discurso.

Graham, membro do Comitê dos Serviços Armados do Senado, fez um pedido a seus companheiros de partido: "Se não veem a conexão entre Síria e o Irã, estão cegos e não veem a realidade com clareza". "Precisamos um plano de segurança sustentável, já que a Síria é um câncer que cresce na região do Oriente Médio", acrescentou o senador.

A reunião aconteceu na véspera de o secretário de Estado, John Kerry, e o secretário de Defesa, Chuck Hagel, se reunirem com os membros do Comitê de Relações Exteriores do Senado para acelerar o debate legislativo.

Obama disse no sábado que os EUA deveriam intervir militarmente na Síria de maneira limitada, mas, embora considere que tem poder para ordenar essa ação militar, pediu o aval do Congresso./EFE

 
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