EFE/ Maxim Shipenkov
EFE/ Maxim Shipenkov

Senadores russos aprovam impopular reforma da Previdência de Putin

Projeto provocou grande descontentamento na Rússia, minando a popularidade de Putin e causando inesperados reveses eleitorais para o partido no poder durante as eleições regionais de setembro

O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2018 | 17h50

Senadores russos aprovaram nesta quarta-feira (3) a impopular reforma previdenciária, que originou protestos no país e deve ser assinada em breve pelo presidente Vladimir Putin, informou o Kremlin. A proposta é  rejeitada pela grande maioria da população.

"Quando esta lei chegar ao presidente, pode-se esperar que ele a assine sem aguardar indefinidamente", declarou nesta quarta o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Após ser aprovada pelos deputados na semana passada, a lei foi validada pelo Conselho da Federação, a Câmara Alta do Parlamento russo. O último passo para entrar em vigor é a sanção do presidente.

Essa reforma provocou grande descontentamento na Rússia, minando a popularidade de Putin e causando inesperados reveses eleitorais para o partido no poder durante as eleições regionais de setembro. 

Milhares de pessoas tomaram as ruas, convocadas pelo Partido Comunista e pelo principal oponente do Kremlin, Alexei Navalni, para protestar contra essa reforma.

"Entendemos que esta questão é altamente sensível e afeta muitas pessoas, mas o presidente expressou muito clara e abertamente sua posição perante a nação", acrescentou Peskov na quarta-feira.

Diante de uma revolta incomum, Putin propôs, em raro discurso televisionado ao país em agosto, flexibilizar a reforma. Os deputados modificaram o projeto.

O texto final eleva a idade de aposentadoria para 65, no caso dos homens, e 60, para as mulheres, em comparação com 60 e 55, respectivamente, em vigor hoje. / AFP

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