Sendero Luminoso pede trégua ao governo peruano

Um dos dois líderes remanescentes da guerrilha maoista do Sendero Luminoso no Peru disse nesta quarta-feira que seus comandados irão cessar os ataques e pediu por uma trégua para iniciar negociações de paz com o governo peruano. Conhecido como camarada Artemio, José Flores Hala disse aos jornalistas em seu esconderijo na selva que ele "não negará" que o governo venceu a guerra.

AE, Agência Estado

07 de dezembro de 2011 | 21h07

Flores disse que "não temos mais a intenção de empunhar armas em uma luta armada". Contudo, ele disse que 150 dos seus combatentes só se desmobilizarão "em um processo de negociações verdadeiro e transparente".

O Sendero aterrorizou o Peru durante a década de 1980, mas começou a ser desmantelado em uma feroz ofensiva militar no começo dos anos 1990. Em 1992, tropas peruanas capturaram o líder do grupo, Abimael Guzmán. Trancafiado em Callao, ele cumpre prisão perpétua. Desde 1992, o grupo se dividiu, perdeu forças e sua guerrilha prosseguiu em alguns lugares remotos no interior do país. Alguns ex-guerrilheiros passaram ao tráfico de drogas.

As informações são da Associated Press.

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