Senegal se prepara para escolher novo presidente

Os senegaleses irão às urnas neste domingo, 25, para escolher seu novo presidente em eleições que, após uma campanha na qual foram muitas as denúncias de que o governo estaria preparando uma "fraude", prometem ser as mais disputadas que o país teve até agora.Quinze candidatos - entre eles o atual presidente, Abdoulaye Wade, de 80 anos, que tenta um novo mandato de cinco anos - disputarão os votos de 4,9 milhões de eleitores.Os candidatos terminaram nesta sexta-feira, 23, em Dacar três semanas de intensa campanha eleitoral com grandes atos de encerramento, exceto Idrissa Seck, que fez uma verdadeira demonstração de força em seu reduto político de Thies, e Robert Sagna, que reuniu milhares de seguidores na cidade de Ziguinchor.Wade, Moustapha Niasse, Ousmane Tanor Dieng, Abdoulaye Bathily e Landing Savané fecharam suas respectivas campanhas em atos que tiveram a presença de várias pessoas, convencidas, a julgar pela energia de seus cantos e danças, de que seus candidatos serão vencedores.Em sua declaração final, todos reafirmaram o desejo de que as eleições sejam livres e transparentes, e lamentaram os incidentes violentos registrados durante a campanha.Estes incidentes criaram temores de uma crise pós-eleitoral de conseqüências imprevisíveis, dada a polêmica gerada pelos rumores de que o governo está preparando uma fraude em grande escala.Vários candidatos da oposição acusaram o governante PDS, especialmente o ministro do Interior, Ousmane Ngom, de tramar um plano para proclamar a vitória de Wade no primeiro turno, "custe o que custar".Ngom assegurou, durante uma reunião na sexta-feira com observadores internacionais e nacionais, que os serviços de segurança foram mobilizados para "zelar pelo bom desenvolvimento da votação", e descartou qualquer possibilidade de fraude ou manipulação dos votos.Ele afirmou que todas as medidas necessárias foram tomadas para garantir a transparência, a liberdade e a honestidade da apuração.Um total de 2 mil observadores nacionais e 450 internacionais, entre eles representantes da União Européia (UE), da União Africana, da Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental e da Organização Internacional da Francofonia, estão no Senegal para zelar pela transparência da apuração.A Comissão Eleitoral Nacional Autônoma, que supervisionará a votação, colocou uma equipe de mais de 20 mil agentes em todo o território nacional e nos países onde há cidadãos senegaleses que querem votar.Os colégios eleitorais abrirão às 8h (6h de Brasília) e fecharão 10 horas depois.

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