Sentença de estudante dos EUA pode passar de 100 anos

Um estudante de uma universidade da Califórnia que juntou um arsenal de armas e bombas enquanto planejava um massacre, no ano passado, no estilo do cometido no Colégio Columbine do Colorado, foi hoje considerado culpado por possuir e planejar fazer uso desse arsenal para matar seus colegas na Universidade De Anza. Al Joseph DeGuzman, de 20 anos, cujas anotações em um diário indicavam que ele pretendia copiar o massacre, pode ser setenciado a mais de 100 anos de prisão. Um potencial banho de sangue protagonizado por DeGuzman foi impedido quando o funcionário de uma loja fotográfica levantou suspeitas depois de revelar fotos do arsenal dele. O juiz Robert Ahern, da Suprema Corte do Condado de Santa Clara, considerou o estudante - que se declarou inocente - culpado de 108 das 116 acusações relacionadas com o plano. Ele pode ser condenado a mais de 100 anos de prisão. A sentença será ditada em 25 de junho. A polícia prendeu DeGuzman em 30 de janeiro de 2001 quando ele chegou a uma loja fotográfica em San José para pegar as fotos de seu arsenal que ele havia deixado para revelar. O funcionário da loja e a filha de um oficial de polícia local ficaram preocupados com as fotos e telefonaram para a polícia. Após revistar o quarto de DeGuzman na casa de seus pais em San José, a polícia encontrou um grande estoque de armas e um plano detalhado de um ataque ao campus da Universidade De Anza em Cupertino, cerca de 70 quilômetros ao sul de San Francisco, onde ele estudava. Os promotores disseram que o suposto ataque seria cometido na lanchonete da escola e poderia ter matado mais de 50 pessoas se tivesse sido executado. Autoridades judiciais descreveram DeGuzman como uma pessoa cheia de raiva e determinada a seguir os passos de Eric Harris e Dylan Klebold, os adolescentes que mataram 15 pessoas, incluindo eles mesmos, num sangrento tiroteio no Colégio Columbine de Littleton, Colorado, em 1999. Durante o julgamento, os promotores leram os textos de DeGuzman, ilustrando o que, segundo eles, era um meticuloso planejamento para a matança, enquanto ele comprava armas, projetava bombas, desenhava mapas do campus e conspirava para enviar sua melhor mensagem ao público.

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