Separatistas bascos condenados a mais de 1.500 anos

Uma corte espanhola condenou dois separatistas bascos a mais de 1.500 anos de prisão por um atentado que deixou 12 policiais mortos e feriu 77 pessoas em 1986. Um comitê de três juízes da Corte Nacional sentenciou Santi Potros e Idoia Lopez Riano - dois conhecidos membros da organização ETA (Pátria Basca e Liberdade) - a um período somado de 3.492 anos atrás das grades. Potros e Lopez Riano foram condenados respectivamente a 1.920 e 1.572 anos na cadeia. Entretanto, a lei espanhola proíbe que um condenado passe mais de 30 anos na prisão. O ETA assumiu a responsabilidade por mais de 800 mortes durante os 35 anos de sua campanha pela independência do País Basco, numa região que contempla o nordeste da Espanha e o sudoeste da França. De acordo com a sentença, Potros e Lopez Riano encheram um carro de explosivos e mais tarde explodiram o veículo, por controle remoto, quando um comboio da Guarda Civil passava por perto. O atentado foi perpetrado em Madri, em 15 de julho de 1986, e é o segundo mais sangrento entre os já realizados pelo ETA. Em 1987, a explosão de uma bomba na garagem subterrânea de um supermercado de Barcelona deixou 21 mortos e 44 feridos.

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