Separatistas islâmicos matam 11 em ataque à ilha das Filipinas

Atentado pode ter sido represália à morte de lider da Al-Qaeda no último domingo

Reuters,

27 de fevereiro de 2010 | 02h47

Cerca de 70 militantes separatistas islâmicos invadiram e atacaram uma aldeia na ilha de Basilan, a 930 quilômetros de Manila, capital das Filipinas, matando 11 pessoas, deixando centenas de desabrigados e queimando casas, disseram autoridades locais.

Segundo a porta-voz do Exército, tenente Steffani Cacho, cerca de 20 pessoas ficaram feridas, entre elas quatro crianças, que tiveram queimaduras de terceiro grau, e centenas de moradores ficaram desalojadas. Os feridos graves foram levados para hospitais de Zamboanga, cidade que fica no continente.

O ataque aconteceu horas depois que Forças de Segurança do país resgataram dois cidadãos chineses que eram mantidos em cativeiro há cerca de quatro meses por militantes islâmicos em uma outra parte de Basilan.

No último domingo soldados mataram um líder da Al-Qaeda ligado a Abu Sayyaf, Albader Parad, e cinco outros em um tiroteio de duas horas em uma floresta perto de Jolo, ilha localizada no sudoeste das Filipinas. A morte de Parad pode ter impedido os planos dos militantes de interromper eleições no sul.

Militares já esperavam que o pequeno, porém violento, grupo de Abu Sayyaf, conhecido por praticar sequestros, bombardeios e decapitações, faria represálias por causa da morte de Parad.

Tudo o que sabemos sobre:
FilipitasAl-Qaedaataque

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.