Marko Djurica / Reuters
Marko Djurica / Reuters

Separatistas rejeitam apelo de Putin e mantêm referendo no leste da Ucrânia

Províncias de Donetsk e Luhansk dizem que votação marcada para domingo segue como o planejado

O Estado de S. Paulo,

08 Maio 2014 | 07h33

Os insurgentes pró-Rússia da região ucraniana de Donetsk rejeitaram nesta quinta-feira, 8, o pedido do presidente russo, Vladimir Putin, de adiar o referendo separatista convocado para 11 de maio. A assembleia popular insurgente da região de Luhansk também tomou hoje a decisão de seguir adiante com seus planos de realizar o plebiscito na data prevista.

A decisão foi tomada hoje por unanimidade pelos membros da assembleia da autoproclamada "República Popular de Donetsk" durante uma reunião extraordinária, segundo declarou um dos porta-vozes rebeldes em entrevista coletiva.

O insurgente agradeceu Putin por seus esforços diplomáticos, mas acrescentou que a realização da consulta não é decisão dos líderes rebeldes, mas do povo de Donetsk.

Os manifestantes pró-Rússia dessas duas regiões limítrofes com a Rússia pretendem perguntar neste domingo aos eleitores se apoiam a independência dos territórios.

Caso os eleitores apoiem a independência, um dos chefe de governo da "república popular de Donetsk", Miroslav Rudenko, afirmou que cinco regiões (Donetsk, Lugansk, Kharkiv, Odessa e Nikolayev) formariam um novo Estado independente que se chamaria "Novorossia" (Nova Rússia).

Putin pediu ontem o adiamento do referendo separatista no leste da Ucrânia após se reunir no Kremlin com o chefe da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), Didier Burkhalter.

"Pedimos aos representantes do sudeste da Ucrânia, aos partidários da organização federalista do país que adiem o referendo previsto para 11 de maio", disse.

Putin explicou que este passo era importante para "criar as condições necessárias para o diálogo" com as autoridades de Kiev.

A Rada Suprema (parlamento) da Ucrânia rejeitou nesta semana a possibilidade de convocar um referendo sobre o novo modelo de Estado em 25 de maio, coincidindo com as eleições presidenciais.  / EFE

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