Separatistas tomam Banco Nacional no leste da Ucrânia

Separatistas no leste da Ucrânia reforçaram o controle sobre a região de Donetsk e passaram a controlar os escritórios regionais do Banco Nacional, o que interrompeu o pagamento de aposentadorias e salários realizado por Kiev.

Agência Estado

16 de junho de 2014 | 12h05

Os combates no leste ucraniano também danificaram uma importante estação de bombeamento de água nas proximidades da capital da região, a cidade de Donetsk, ameaçando o fornecimento de água para 4 milhões de pessoas, informou a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

A região de Donetsk tem sido palco de alguns dos confrontos mais pesados entre separatistas pró-Rússia e tropas do governo de Kiev. A cidade de Donetsk está agora nas mãos dos rebeldes. Na semana passada, Kiev transferiu a administração regional de Donetsk para a cidade de Mariupol.

Milhares de civis têm fugido da violência e das dificuldades da região. Líderes da autoproclamada República do Povo de Donetsk disseram nesta segunda-feira que tomaram o controle de escritórios regionais do Banco Nacional da Ucrânia e do Tesouro do Estado em Donetsk, segundo informações da agência de notícias Interfax.

Uma dessas pessoas disse à Interfax que a medida tem como objetivo impedir que dinheiro ou impostos da região sigam para o governo central. Em comunicado, o governo de Kiev disse que a tomada do Banco Nacional "paralisou" o sistema financeiro na região, tornando impossível pagar aposentadorias, salários para funcionários públicos, benefícios sociais ou subsídios para indústrias locais. A ação também tornou impossível para o governo coletar impostos.

Autoridades locais informaram à OSCE que recentes confrontos perto de Semyonivka, quase 5 quilômetros sudeste do reduto rebelde de Slovyansk, interromperam as atividades numa estação de bombeamento de água e os dutos que correm ao longo da principal via que leva à cidade de Donetsk.

Os dutos e a estação de bombeamento são a principal fonte de água para 1 milhão de pessoas que vive em Donetsk e para outros 3 milhões que moram na região, afirmou a organização.

A interrupção do fornecimento de água eleva a possibilidade de uma crise humanitária. Na semana passada, o presidente ucraniano Petro Poroshenko disse que um corredor de segurança seria criado para a saída de civis. O Exército ucraniano, cujo avanço por áreas controladas por rebeldes sem tido retardado pela presença de civis, disse que tem permitido que as pessoas deixem as zonas de conflito.

Em comunicado, a OSCE cita o prefeito eleito da cidade, Oleksandr Lukyanchenko, dizendo que os fornecimento de água para a cidade não foi afetado, mas será "num período bem curto de tempo".

Ele disse que equipes começaram a trabalhar no reparo dos danos, o que deve levar três dias, mas que os funcionários tiveram de parar em razão de novos confrontos da área. A OSCE disse estar tentando contatar os dois lados do conflito para permitir que os trabalhos de reparação sejam retomados. Fonte: Dow Jones Newswires.

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