Jason Reed / Reuters
Jason Reed / Reuters

Sequestrador de Sydney atirou após reféns tentarem fugir

Homem separava vítimas em grupos quando algumas tentaram escapar; em seguida, polícia entrou no local

O Estado de S. Paulo

18 de dezembro de 2014 | 15h15


SYDNEY - O sequestrador da cafeteria de Sydney dividiu os reféns em grupos e abriu fogo quando vários deles tentaram fugir do local, o que levou à intervenção da polícia, informou nesta quinta-feira, 18, a imprensa australiana.

O pai de um dos reféns relatou que a tensão no local aumentou quando o sequestrador, o iraniano Man Haron Monis, começou a dividir os 17 reféns em grupos. Bruce Herat disse que isso motivou seu filho Joel, de 21 anos, e outros cinco reféns a derrubar uma das portas internas para que conseguissem fugir, fazendo com que Monis iniciasse os disparos, informou o jornal Sydney Morning Herald.

A polícia reagiu entrando no local para libertar os reféns. A ação acabou com a morte do gerente do estabelecimento, Tori Johnson, da advogada Katrina Dawson e do sequestrador.

Johnson morreu com um disparo na cabeça, segundo o relato de fontes não identificadas à emissora de televisão Channel 9, mas as análises dos legistas ainda não foram concluídas.

Armas. O incidente reabriu o debate sobre o controle de armas na Austrália. A legislação foi endurecida pelo governo do conservador John Howard depois que um homem armado e perturbado matou 35 pessoas em Porth Arthur, na ilha de Tasmânia, em 1996.

O senador do Partido Liberal-Democrata, David Leyonhjelm, disse que a Austrália é uma "nação de vítimas" porque os cidadãos não podem utilizar armas para se defender e considerou que um episódio como o ocorrido em Sydney "seria improvável na Flórida ou no Texas (nos EUA)".

"As leis sobre o controle de armas não fizeram nada para prevenir que essa pessoa (Monis) cometesse atos diabólicos em nome do islamismo, nem impediram que ele tivesse acesso a uma arma", afirmou Leyonhjelm em entrevista à emissora ABC.

Para o senador do Partido Verde, Adam Bandt, defender que a Austrália seria mais segura se houvesse maior acesso às armas, como acontece em partes dos EUA, "ultrapassa os limites". Ele considera que Howard agiu corretamente ao endurecer as leis.

Segundo Bandt, a questão não será resolvida com mais acesso às armas. "O importante é saber como alguém com problemas mentais, que foi acusado de ser cúmplice de um assassinato, conseguiu obter permissão para portar armas." /EFE

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