Seqüestradores de ônibus sofrem 27 acusações nas Filipinas

O seqüestro de um ônibus com cerca de 30 crianças em Manila, na quarta-feira, 28, acarreta ao filipino Armando Ducat 27 acusações por detenção ilegal e retenção de reféns. As autoridades de Manila investigam o número de seqüestrados. O cúmplice do seqüestro, Cesar Carbonell, será acusado dos mesmos crimes. As informações são de porta-vozes da polícia de Manila.A polícia de Manila, que impediu imagens dos seqüestradores na quarta-feira, 28, na chegada à delegacia, disse ainda que Ducat e Carbonell não poderão ficar em liberdade sob fiança devido à gravidade do caso.As autoridades de Manila investigam o número de reféns. No começo eram dois professores e 32 crianças. Um menino e o motorista do ônibus foram libertados horas antes do final do seqüestro. Conforme informações dadas pela imprensa local nesta quinta-feira, 29, haviam 27 crianças e quatro professores no ônibus seqüestrado.O seqüestroOs seqüestradores prepararam uma excursão ao redor de Manila. Entretanto, ao passarem pela prefeitura, estacionaram o ônibus e fizeram o anúncio do seqüestro. O país acompanhou o caso por cerca de 10 horas pela televisão. Os seqüestradores se entregaram à polícia, após manifestação. As crianças, sem aparentarem traumas, puderam voltar às suas famílias.A primeira condição exigida por Ducat para libertar os reféns foi a realização de matrículas gratuitas para os 145 alunos do Musmo Day Care, onde estudam as crianças seqüestradas.Atendido pelas autoridades, o segundo pedido foi uma vigília, na qual Ducat denunciou a desastrosa situação do sistema educacional e a corrupção que prejudica o país.

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