Seqüestradores do superpetroleiro Sirius Star pedem resgate

Piratas afirmam que já 'há negociadores' no navio, segundo gravação sonora divulgada pela TV Al Jazira

EFE,

19 de novembro de 2008 | 08h31

Os piratas que seqüestraram na segunda-feira, 17, o petroleiro saudita Sirius Star exigem um resgate em "dinheiro" e afirmam que já "há negociadores" no navio, segundo uma gravação sonora atribuída a um dos seqüestradores e divulgada pela televisão catariana Al Jazira.  Veja tambémPiratas seqüestram dois navios com 41 marinheiros na SomáliaNavio de Hong Kong é capturado por piratas somalisPiratas ancoram superpetroleiro na costa da SomáliaPiratas somalis são atacados pela marinha da Índia "Quando se chegar a um acordo sobre o resgate, se pagará com dinheiro no navio (seqüestrado) e garantiremos a segurança da embarcação que o trouxer", afirmou o suposto seqüestrador, identificado como Farah Abd Yame. Na breve fita, o suposto pirata diz que "há negociadores a bordo do navio e em terra", mas não detalha o montante exigido para a libertação do cargueiro, atacado no fim de semana passado em águas do Mar Arábico. Além disso, adverte que contarão o dinheiro com uma máquina que consegue "reconhecer dinheiro falso".A Vela, empresa proprietária do cargueiro, subsidiária da companhia petrolífera saudita Aramco, informou na terça-feira, 18, que os seqüestradores levaram o petroleiro para o porto de Eyl, no nordeste da Somália. O Sirius Star transporta 2 milhões de barris de petróleo e leva a bordo uma tripulação de 25 pessoas, dois de nacionalidade britânica, dois poloneses, um croata, um saudita e 19 filipinos. O navio Sirius Star, que ia da Arábia Saudita para os EUA pelo sul da África, foi capturado cerca de 450 milhas náuticas a sudeste do porto queniano de Mombaça, muito distante do Golfo de Áden - longe do "Beco dos Piratas", como é conhecido o trecho onde muitos navios são raptados. A captura também aconteceu apesar de uma resposta naval na região, incluindo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Européia, para proteger uma das mais importantes rotas marítimas do mundo.  Onda de ataquesUm barco de pesca tailandês, um cargueiro de bandeira de Hong Kong e um graneleiro grego foram tomados pelos piratas nos últimos três dias, segundo Andrew Mwangura, da Associação de Marinheiros do Leste da África. O pesqueiro operado pela Tailândia e o cargueiro de Hong Kong foram seqüestrados no litoral somali de Áden com 41 pessoas a bordo, na tarde da terça, 18, a Agência Marítima Internacional, com sede em Kuala Lumpur. São os mais recentes seqüestros de uma lista que já soma 92 ataques desde janeiro e ameaça aumentar o custo do comércio marítimo, já que as empresas estão mudando suas rotas para evitar ataques. A audácia dos piratas teve seu ponto alto com a captura de um dos maiores superpetroleiros do mundo, o MV Sirius Star, que transportava US$ 200 milhões em barris de petróleo, o equivalente a um quarto de toda a exportação diária de petróleo da Arábia Saudita. Ontem, o navio foi levado da costa do Quênia, onde havia sido interceptado pelos piratas, para um porto na Somália. Além de pesqueiros, cargueiros e petroleiros, os criminosos também retém desde 25 de setembro o navio ucraniano MV Faina, com 20 tripulantes e 33 tanques de guerra a bordo, além de um número não revelado de armas e munição.  

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