Seqüestradores estabelecem nova data para execução de jornalista

Os seqüestradores da jornalista americana, Jill Carroll estabeleceram o dia 26 de fevereiro como a data limite para que suas exigências sejam atendidas, ou a executarão segundo a Sharia, referindo-se à lei islâmica, afirmou o dono da TV Al Rai, no Kuwait, Boudai Jassem.Jassem disse que a Al Rai TV recebeu a mensagem de fontes próximas aos seqüestradores e que ela não foi entregue em uma fita, mas por outro método. Ele se recusou a dizer se a mensagem foi enviada para a sede da emissora no Kuwait ou para seu escritório em Bagdá, onde a fita anterior foi recebida.Fontes próximas aos seqüestradores disseram ao canal privado, nessa sexta-feira, que Jill está em uma casa segura que pertence a um dos captores no subúrbio de Bagdá com um grupo de mulheres. Ela estaria em boas condições psicológicas e ajudando nas tarefas domésticas.A jornalista foi capturada em Bagdá no dia 7 de janeiro e apareceu em um vídeo exibido pela Rai TV na quinta-feira, no qual pede às autoridades que façam tudo o que os seqüestradores pedem e diz que "há pouco tempo".O dono da Al Rai disse que os captores têm exigências mais específicas que apenas a libertação de todas as mulheres presas pelas autoridades americanas no Iraque, mas ele se recusou a revelar quais eram.O grupo que se identifica como "Brigada da Vingança" negou que tenha matado o intérprete da jornalista no momento da captura. No mês passado o exército dos Estado Unidos libertou cinco mulheres detidas no Iraque, mas segundo oficiais americanos a libertação não foi relacionada ao seqüestro da jornalista.

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