Seqüestradores iraquianos exigem US$ 12 milhões

Os seqüestradores dos dois engenheiros alemães Rene Braeunlich e Thomas Nitschke exigem um resgate de US$ 12 milhões, segundo informações da revista alemã "Focus" baseadas em fontes de representantes de segurança da Alemanha.Segundo diz a publicação em sua edição deste sábado, essa é a conclusão à qual chegaram os analistas do Ministério alemão de Assuntos Exteriores após terem mantido diversos contatos no Iraque.Por outro lado, segundo as mesmas fontes, o Governo alemão não exclui a possibilidade de que os dois engenheiros, seqüestrados por um grupo denominado "Brigada dos Partidários do Monoteísmo e da Sunna", tenham sido, depois disso, "vendidos" a criminosos.Essa é a nova tese com que trabalham os especialistas de Exteriores após terem analisado o último vídeo enviado pelos seqüestradores na semana passada.Nas diversas fitas, o conteúdo das reivindicações políticas foi se modificando, o que, de acordo com as fontes citadas pela "Focus", indica que os atuais seqüestradores pretendem ocultar que seu real objetivo é puramente criminoso.Braeunlich, de 32 anos, e Nitschke, de 28, tinham sido enviados pela empresa alemã Cryotec para instalar equipamentos em uma fábrica de produtos de limpeza industrial, situada no complexo da refinaria de Beiji, em pleno "triângulo sunita", coração dos grupos insurgentes no Iraque.Os dois engenheiros, procedentes da cidade de Leipzig (leste da Alemanha), tinham previsto ficar apenas alguns dias na área, mas foram seqüestrados em 24 de janeiro em Baidischi, no norte do Iraque, por um grupo de homens armados vestidos com uniformes da Guarda Nacional Iraquiana.

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