Sequestradores libertam grupo de 46 reféns nas Filipinas

Sequestradores, chefiados por Ondo Perez e procurados por delitos, chegaram a acordo com autoridades

EFE,

13 de dezembro de 2009 | 10h05

As 46 pessoas que desde quinta-feira eram mantidas reféns por pistoleiros de um clã tribal na província filipina de Agusan do Sul, no sul do país, foram soltas neste domingo, 13.

 

O diretor de operações da polícia local, Nestor Fajura, disse à imprensa que os reféns "foram libertados às 15h (5h de Brasília)".

 

Os sequestradores, chefiados por Ondo Perez e procurados por assassinato e roubo, chegaram a um acordo com autoridades. Em troca da libertação do grupo, eles exigiram que a Comissão Nacional de Povos Indígenas revise as acusações contra eles.

 

Perez, um antigo integrante de milícias do Governo, pertence à tribo Mabobo, assim como seus seguidores.

 

O vice-governador da província de Agusan do Sul, Santiago Cane, e os outros membros do gabinete de crise montado para negociar a libertação dos reféns assinaram um documento garantindo que nenhum dos sequestradores seria detido.

 

O sequestro começou na quinta-feira, quando a polícia foi deter Perez e seus seguidores pelo assassinato, em fevereiro deste ano, de seis familiares de Joel Tubay, chefe de um clã rival.

 

O bando fugiu e, no caminho, sequestrou estudantes, professores e aldeões. Com 75 "escudos humanos", Perez e seus homens buscaram abrigo nas montanhas e começaram a negociar com um gabinete de crise.

 

Já no primeiro dia, os sequestradores libertaram todas as crianças e idosos. Passadas 24 horas, todas as mulheres e reféns com circunstâncias especiais também foram soltas, restando 46 reféns.

 

Ao todo, 400 soldados e policiais foram enviados à região para libertar o grupo à força caso o diálogo fracassasse.

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