Seqüestradores libertam os passageiros de avião sudanês

Dez homens armados teriam desviado avião para capturar líderes de facção rival que aceitou cessar-fogo

Agências internacionais,

27 de agosto de 2008 | 06h22

Todos os passageiros do avião sudanês seqüestrado na noite desta terça-feira, 26, e desviado para a cidade líbia de Kafra foram libertados, informaram fontes da aviação civil do Sudão. Oito tripulantes continuam como reféns.   Veja também Avião sudanês seqüestrado pousa na Líbia Seqüestradores de avião sudanês se negam a negociar   As fontes, no entanto, disseram que os autores do seqüestro continuam no avião, e os negociadores tentam convencê-los a se entregarem às autoridades líbias. O avião, um Boeing 737 propriedade da companhia sudanesa Sun Air que transportava 87 passageiros, foi obrigado a aterrissar em Kufra pelos seqüestradores, que usam armas brancas. Segundo a BBC, o avião tentou inicialmente aterrissar no Cairo, no Egito, mas não recebeu permissão. Os seqüestradores exigiram então que a aeronave fosse abastecida na cidade de Kufra, no deserto da Líbia, com combustível suficiente para viajar até a França.    As negociações para a libertação começaram na terça-feira à noite, com a mediação do piloto da aeronave, segundo autoridades da aviação civil de Cartum. As mesmas fontes disseram que, se os seqüestradores se entregarem às autoridades líbias, serão extraditados ao Sudão.   Em um primeiro momento, o piloto informou à torre de controle do aeroporto de Kafra que havia dez seqüestradores a bordo do avião, mas mais tarde assegurou que o número podia ser maior, segundo a imprensa local. De acordo com o piloto, os seqüestradores afirmaram que pertencem ao Movimento de Libertação do Sudão (MLS).   Entre os passageiros, há antigos rebeldes que se tornaram membros da Autoridade Transitória do Darfur, um governo provisório responsável pela execução de um acordo de paz alcançado em 2006 entre o governo e uma das facções rebeldes, afirmou um segurança do aeroporto de Nyala, sob a condição de anonimato.   O MLS é apenas uma das dezenas de milícias envolvidas conflito em Darfur. Desde 2003, quando os confrontos começaram, mais de 300 mil sudaneses morreram e cerca de 2,5 milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas.   Matéria atualizada às 7h35.

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